O sufixo ‘gate’

15 jun

Durante o apogeu da crise política que levou a queda do agora ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, alguns veículos de comunicação se referiam ao episódio como o “Paloccigate”.

Mas esta não foi a primeira vez que o sufixo ‘gate’ foi utilizado para nomear um escândalo na espera política. Um outro exemplo, a ser citado é do o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

 Acusado de desvio de dinheiro público após a compra de panetones,  o político se viu envolvido no caso do “Panetonegate”.

O uso do sufixo para representar escândalos políticos tem sua origem na década de 1970. Mais precisamente em 1972 – ano de campanha eleitoral nos Estados Unidos – a sede do partido democrata, instalada no edifício Watergate, em Washigton foi invadida.

Após inúmeras investigações, dois jornalistas do Washigton Post, Bob Woodward e Carl Bernstein com a ajuda de um personagem identificado como ‘Garganta Profunda’ conseguiram unir provas que mostravam o conhecimento do então reeleito presidente Richard Nixon com a tramoia, intitulada de ‘caso Watergate’.

Dois anos após a invasão do escritório e cada vez mais envolvido nas denúncias, Nixon acabou renunciando à presidência dos Estados Unidos.

Emblemático, o caso foi parar no cinema. O filme “Todos os Homens do Presidente” é um clássico que todos os jornalistas devem assistir. O longa mostra como a partir de uma informação pode se chegar a verdade absoluta.

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