Prazer, Guiné-Equatorial

29 jun

Localizada no oeste do continente africano, a ex-colônia espanhola será destaque no noticiário brasileiro estas semanas. Em primeiro lugar pelo fato da seleção feminina de futebol do país estar pela primeira vez no Mundial da categoria – que está sendo disputado na Alemanha – e ser adversário da equipe de Marta e Cia. na próxima quarta-feira, 06 de julho.

Em segundo plano, pelo fato da capital Malado ser a sede da XVII Assembleia Geral da União Africana, que ocorre desde ontem e vai até sexta-feira, 1º de julho. Escolhido pela presidente Dilma Rousseff, seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva é o chefe da missão brasileira presente ao encontro.

Com pouco mais de 28 mil metros quadrados de área, a Guiné-Equatorial é o único país africano a ter o espanhol como língua oficial. Seu território continental é pouco povoado e coberto por densas florestas. Já a capital fica localizada na afastada ilha de Bioko, onde vive um quinto da população estimada em mais de 650 mil habitantes.

Futebol e polêmica – Pela primeira vez em um Mundial, a equipe da Guiné-Equatorial já esteve presente nas manchetes dos noticiários. Duas de suas jogadoras – as irmãs Salimata e Bilguisa Simpore – foram acusadas de serem homens.

Curiosamente, após a FIFA anunciar que realizaria testes de gênero, as atletas campeãs da Copa Africana de Nações em 2008 foram cortadas da seleção.

Salimata Simpore

 

Natação – Mas, antes do sucesso de suas compatriotas nos campos de futebol, um outro esportista da Guiné-Equatorial ganhou projeção internacional. Dessa vez nas piscinas.

A competição era as eliminatórias para os 100 metros nado livre das Olimpíadas de Sydney, 2000. Seis meses após aprender a nadar, Eric Moussambani caiu na água e levou exatos 1min52s72 para cumprir o trecho da prova mais nobre da natação mundial. Para efeito de comparação, o recorde mundial e olímpico naquele momento era de 48s18.

Mesmo com o tempo decepcionante e após apelar para o nado ‘cachorrinho’, o nadador entrou para a história do esporte olímpico por sua determinação e força de vontade.

Veja aqui a ‘performance’ de Eric Moussambani:

Anúncios

Uma resposta to “Prazer, Guiné-Equatorial”

Trackbacks/Pingbacks

  1. Josi em Sochi: aprendizado ou erro de estratégia? | Leia e Opine - 18/02/2014

    […] de técnica da acrobacia desenvolvida. Naquele momento lembrei-me do notório Eric Moussambani, de Guiné-Equatorial, que nas Olimpíadas de Sydney-2000 levou exatos 1min52s72 para percorrer a prova dos 100 metros […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: