O efeito Marina

26 jul

Não é segredo para ninguém a minha admiração por Marina Silva. A ex-senadora pelo Acre e candidata à presidência da República já foi tema de dois post aqui em nosso espaço. Um sobre a sua tentativa de chegar ao Palácio do Planalto e outro sobre uma nova política.

Pois bem, hoje falarei do livro – O efeito Marina (Editora Nova Fronteira) – de Alfredo Sirkis (um dos responsáveis pela campanha presidencial do PV) e a trajetória da acriana desde a decisão de deixar o PT e rumar para o Partido Verde até o dia da eleição.

Compilação de textos do blog de Sirkis durante a campanha, a obra retrata a história por trás da filiação, o convite para ser candidata e a luta para tentar romper o então ‘sistema plebiscitário’ imposto às eleições de 2010.

Para os marineiros como eu, recomendo a leitura. Para quem ainda não conhece o caráter e a determinação de Marina Silva, fica uma importante dica. Os textos retratam a busca por um ideal: um país mais justo e fraterno com base em uma política ética e sustentável.

Certeza – Peço licença ao autor para reproduzir aqui um trecho do livro, pelo qual eu tive a mais pura convicção de minha militância por Marina Silva. As frases abaixo mostram que é possível ser uma cristã de fé em um meio tão acirrado como a política. A então senadora demonstra carinho para com os adversários – que antes de tudo são seres humanos.

Marina deu a palavra final, mas curiosamente saiu do terreno político para um relato pessoal, a fim de explicar algo que estava em princípio fora da pauta daquela reunião: a razão de ela não ter se saído bem no debate da Bandeirantes. (Na verdade, ela não foi mal, mas isso não vem ao caso). Ela nos contou, em lágrimas, que ao chegar ao palco da Band e olhar para Dilma e Serra, viu neles não os adversários com os quais deveria se digladiar, mas dois seres humanos. Dilma, com quem, apesar das versões em contrário, tivera uma relação próxima e bons momentos. Dilma, que fazia aquele esforço sobre-humano para vencer suas limitações de comunicação e empatia e que lutou com tanto heroísmo e determinação contra a doença grave que tivera, que ia pouco a pouco vencendo os obstáculos e sobrevivendo às críticas, aos ataques de muitos que a ela se opunham tão exacerbadamente. Olhou também para Serra, ‘com aquelas olheiras profundas’, e viu nele o homem que há tantos anos lutava e trabalhava para melhorar as coisas, para melhorar o Brasil, e que tinha conseguido realizar tantas coisas meritórias em sua trajetória de resistente, político e gestor público,” narra Sirkis.

Senti por eles um grande amor. Não me senti à vontade para atacá-los, criticá-los, como esperam de nós num debate de TV de uma campanha presidencial”, ela concluiu, em lágrimas.

Fica aqui o motivo pelo qual defendo nome de Marina Silva para Presidente da República em 2014. Em um sistema político como o nosso dominado pelo fisiologismo e pela acomodação, precisamos de uma mulher sensível e acima de tudo com um coração pautado pela emoção para por o Brasil no rumo certo diante de tantos desafios para as próximas gerações.

* Dedico este post à Helô Spolador, uma companheira para a vida inteira.

Anúncios

Uma resposta to “O efeito Marina”

Trackbacks/Pingbacks

  1. Jornalismo de Tese « Leia e Opine - 26/07/2011

    […] tiver a oportunidade de ler “O Efeito Marina”, de Alfredo Sirkis, verá uma crítica do autor ao chamado “Jornalismo de Tese”. Mas o que […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: