No epicentro da Revolução

20 jan

Após uma conversa com a Helô Spolador resolvi fazer uma análise sobre os últimos acontecimentos de nossa sociedade.

Tudo começou quando o então participante do BBB 12, Daniel foi acusado de supostamente ter estuprado a também confinada Monique após uma festa no reality show. Durante todo o domingo, a polêmica tomou conta da rede, até que a expulsão do modelo foi confirmada no dia seguinte.

Depois veio o meme “menos Luiza que está no Canadá”, que elevou a jovem paraibana a categoria de webcelebridade, dando entrevistas nos principais veículos de comunicação do país e tendo seu nome divulgado a exaustão no Twitter e no Facebook.

Eis então, que para entornar o caldo, o âncora do “Jornal do SBT”, o conhecido Carlos Nascimento critica ferozmente as ‘pautas’ surgidas nos últimos dias, sendo ele agora o nome mais comentando no Twitter.

Após um questionamento da Helô, sobre o que seria importante para as pessoas a ponto de serem abordadas na televisão e qual o papel do jornalista para filtrar estas informações, cheguei a algumas ideias quanto a pauta do telejornalismo.

Em primeiro lugar é preciso pensar que a função norteante do jornalismo é apresentar algo de ‘interesse público’, logo que faça sentido para um grande número de pessoas. Outros pontos de destaque são advento da tecnologia, a popularização da internet, o fácil acesso a banda larga, o aumento do consumo de milhões de brasileiros que influenciam diretamente esta questão. Pois quanto maior o acesso à informação na rede, maior é o interesse do público, pautando assim os programas televisivos.

Ao meu ver, são várias as perguntas, muitas delas sem resposta. Muitos estudiosos ainda não sabem qual o caminho da comunicação neste novo milênio.

Para ilustrar, podemos pensar como se sentiam e o que viam as pessoas que viviam na França durante a época da Revolução Francesa, final do século XVIII. Será que elas tinham a consciência de que seus atos seriam fundamentais para a nossa sociedade mais de trezentos anos depois?

Não seríamos nós também pessoas alheias ao nosso futuro e estando assim também no epicentro de uma nova realidade, que cresce e toma uma forma até então inesperada para nós?

Acredito que estamos no meio do período transformacional, ainda estamos criando e formulando as teorias que embasaram nossas ações no futuro. Por isso, é tão difícil entender do que se trata um meme, ou mais do que isso, como uma frase tão desproposital pode ter sido pauta de telejornais.

Estes inúmeros questionamentos só serão respondidos com o tempo. Quem sabe em um futuro próximo não possamos compreender o que realmente está acontecendo em nosso meio?

Anúncios

Uma resposta to “No epicentro da Revolução”

  1. Helô 21/01/2012 às 10:45 #

    Além de estarmos no epicentro, somos nós que estamos construindo esta Revolução…. vamos ver onde ela vai dar!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: