Paradoxo educacional

29 jan

Nota veiculada na revista Veja desta semana, na coluna Radar, do jornalista Lauro Jardim afirma que “em 2011, de acordo com dados da Rentrak, 77 filmes dublados entraram em cartaz. No anterior, foram apenas 44.”

Esse dado mostra uma crescente valorização da chamada classe C, que vem ganhando poder de compra e se expandindo nos últimos anos. Assim, como visto na TV a cabo, o movimento de ‘dublagem’ ganha força e coloca em xeque os produtos legendados.

Chegamos então ao cerne da discussão. Se por um lado a mesma classe C tem agora acesso facilitado aos meios culturais, como o cinema, esse tipo de entretenimento não proporciona mais o contato com uma língua estrangeira e mais do que isso, não leva o frequentador a ler as legendas, elevando assim seu nível educacional.

Um dos parâmetros para incentivar a ida das pessoas ao cinema era justamente o fato do enriquecimento cultural. No entanto, os dados apresentados mostram que infelizmente a reação é contrária.

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2 Respostas to “Paradoxo educacional”

  1. Helô 29/01/2012 às 13:08 #

    Pois é… a cultura se rende ao poder econômico

  2. s 19/08/2012 às 12:56 #

    Não sei se ‘ler legendas’ pode ser tido como sinal ou grau de cultura: sempre tem quem sabe ler legendas mas não entende o filme!… Há que se considerar ainda o tipo de filme que se tem legendado: se for ‘Thor o Rei das Batalhas Cósmicas em Creta’… bem, não adianta ler legenda nem ‘entender’ o filme…

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