Imagem depreciada

30 jan

A máxima “pagando bem que mal tem” nunca esteve tão em alta nos últimos anos no meio publicitário. Faço esta afirmação com o seguinte pensamento.

Vi recentemente a peça da Pepsi com o técnico de futebol Joel Santana. Notório por seu inglês, o treinador é garoto-propaganda da marca de refrigerante. Em tom farsesco, Joel nos brinda com uma atuação que chama a atenção pelo inusitado.

 

 

Outro exemplo recente se refere ao Fiat Cinquecento. Estrelada por Ricardo Macchi (o cigano Igor, da novela Explode Coração), a peça faz uma comparação entre o ator e o astro hollywoodiano Dustin Hoffman.

E não paramos por aí. Para alegria dos fãs da década de 80, o cantor Biafra soltou a voz e fez de seu Sonho de Ícaro um dos hits do ano passado. A propaganda do Bradesco Seguros foi assunto recorrente nos Trending Topics do Twitter.

Esse panorama nos leva a crer em uma certa tendência do mercado publicitário. Ao meu ver, a ideia de ‘depreciar a imagem’ em nome da atenção do público está ganhando força.

Ao brincar com o inglês de Joel, a interpretação de Macchi e a afinação de Biafra, o meio nos leva a crer que a criatividade pode se basear em características pouco aproveitáveis para render comentários e principalmente repercussão.

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