Neuromarketing

13 fev

Por Raffael Lucas

Convidado por Rogério Santana, hoje venho partilhar um pouco das impressões que tive do terceiro dia do 7º Ciclo de Palestras da ESPM, que trouxe na quarta-feira, dia 8 de fevereiro, o tema “Neuromarketing”.

Segundo o Prof. Dr. Pedro Calabrez Furtado, o Neuromarketing é um conjunto de metodologias e ferramentas de pesquisa embasadas na neurociência, para identificar e interpretar o comportamento do consumidor, dada a facilidade que emergiu nos últimos trinta anos em observar o cérebro humano em funcionamento. Podemos afirmar que o Neuromarketing é a aplicação de tecnologias neurocientíficas, com propósitos de marketing, ou seja, a união da ciência e do marketing para explicar o que motiva o consumidor em suas preferências e escolhas .

Podemos citar a utilização de ferramentas como a Eletroencefalografia (EEG), uma análise gráfica das correntes elétricas do encéfalo, registradas por eletrodos aplicados no couro cabeludo, a FER (Facial Expression Recognition), reconhecimento das expressões faciais,e a Neuro imagem por Ressonância Magnética Funcional, como exemplos das metodologias utilizadas pelo neuromarketing  para tentar entender as sensações, emoções e ativações no aparelho cerebral do consumidor ao ter contato com determinada propaganda, produto, embalagem ou marca.

Durante a palestra também foram apresentados os prós e contras do Neuromarketing. Uma das grandes dificuldades de sua implementação é o custo elevadíssimo. Ainda que existam players de grande porte engajados neste mercado, como as gigantes Neurofocos e Neurosense, é muito caro realizar uma análise destas, apenas para exemplificar uma máquina de ressonância magnética custa em média US$ 2 milhões.

Também não podemos descartar que ao estar dentro de uma máquina barulhenta e não poder se mexer, ou com dezenas de neurotransmissores acoplados na cabeça, nenhum consumidor é capaz de agir naturalmente ao, por exemplo, assistir uma propaganda  de TV como se estivesse no sofá de sua sala. A artificialidade e o ambiente hostil acabam criando uma dissonância nos resultados.

Por fim é necessário um profissional extremamente escasso no mercado: alguém que seja capaz de interpretar as imagens e respostas da ciência biológica sob o viés do consumo. O que é difícil, pois há um GAP grande entre estes dois perfils.  Como vantagens, o Neuromarketing é capaz de ir além do que o consumidor fala, pois muitas vezes e por diversos motivos as pessoas acabam mentindo em pesquisas tradicionais.

Em análise geral, fica claro que estas são ferramentas que nos próximos anos serão muito aplicadas pelos profissionais de marketing para complementar o conhecimento de seus clientes e consumidores em potencial, porém jamais poderão ser totalmente utilizadas em detrimento dos métodos tradicionais, como as pesquisas qualitativas, pois a mente humana é complexa demais para ser explicada através de uma máquina.

 

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