PSG torra dinheiro e espera por resultados na bola

22 jul

Por Gabriel Duque

Um dos novos ricos do futebol mundial, o Paris Saint Germain foi o clube com maiores investimentos nesta última janela de transferências na Europa. Na tentativa de retomar às glórias do passado, a equipe do Parc des Princes, que ganhou seu último título da Liga Francesa na temporada 1993/94 com os brasileiros Raí e Ricardo Gomes no elenco, torrou mais de 100 milhões de euros em reforços. Os nomes mais impactantes são os dois ex-jogadores do Milan: Thiago Silva e Ibrahimovic.

O zagueiro brasileiro fechou acordo por cinco temporadas com salário anual de 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 22,5 milhões). Para contar com o defensor, estima-se que o PSG tenha pago 45,5 milhões de euros (R$ 113 milhões) ao time italiano. Já pelo atacante sueco, acredita-se que tenham desembolsado 20 milhões de euros (R$ 50 milhões). O avante assinou contrato por três anos com salário anual de 12 milhões de euros (R$ 30 milhões). Lavezzi, que estava no Napoli, foi outro atleta de destaque adquirido.

Enquanto a crise econômica continua a se alastrar pela Europa e a Fifa tenta implementar a ideia do fair play financeiro entre os clubes, a equipe parisiense tenta seguir o modelo de sucesso de outros milionários do futebol, como o Chelsea e o Manchester City, que, na última temporada, conquistaram os títulos da Liga dos Campeões da Europa e da Premier League (Campeonato Inglês), respectivamente.

Caso Chelsea

O time londrino foi adquirido pelo empresário e investidor russo Roman Abramovich em 2003. O magnata do petróleo comprou o Chelsea por 60 milhões de libras, além de prontamente pagar dívidas no valor de 80 milhões de libras. Logo, no primeiro ano, foram gastos mais 100 milhões de libras em contratações, quando o bilionário trouxe à equipe o francês Makelele, os ingleses Glen Johnson e Joe Cole, os argentinos Crespo e Verón, o romeno Mutu e o irlandês Duff. Na temporada seguinte, a 2004/05, chegou o técnico português José Mourinho e, com 160 milhões de libras, vieram o holandês Robben, os portugueses Paulo Ferreira, Tiago e Ricardo Carvalho, o marfinense Drogba e o goleiro Cech.

Assim, o Chelsea conquistou o bicampeonato da Premier League. Muitos reforços chegaram nos anos seguintes, como Essien, Wright-Philips, Ballack, Shevchenko, Mikel, Kalou, Malouda, Anelka e os brasucas Deco, Belletti e Alex. Mudanças de técnicos aconteceram com passagens de Avram Grant, Felipão, Guus Hiddink, Carlo Ancelotti, André Villas-Boas e Roberto Di Matteo. No entanto, o sonhado título da Liga dos Campeões só veio na última temporada com os brasileiros Ramires e David Luiz no elenco.

Caso City
Já o City foi comprado em julho de 2007 por cerca de US$ 151 milhões pelo ex-ministro tailandês Thaksin Shinawatra, então acusado de crimes de corrupção, tráfico de influência e abuso de poder. As contratações começam com os brasileiros Elano e Geovani, o zimbabuano Benjani, e o técnico Sven-Goran Eriksson. Em setembro de 2008, o político revendeu o clube para o xeque Sulaiman Al-Fahim, um dos investidores do United Abu Dhabi Group, dos Emirados Árabes, e vem a aquisição de Robinho por 40 milhões de euros.

Em setembro de 2009, o xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, magnata dos Emirados Árabes e criador United Abu Dhabi Group, completou a aquisição dos Blues, adquirindo 100% dos direitos econômicos e zerando uma dívida de 305 milhões de libras. Mansour é político, membro da família real de Abu Dhabi e meio-irmão do atual presidente dos Emirados Árabes. Além disso, ele é membro do Conselho Supremo do Petróleo e tem participação em numerosos investimentos, incluindo a Virgin Galactic e Sky News Arabia.

Com o passar dos anos, foram sendo trazidos Roque Santa Cruz, Bellamy, Ireland, Tévez, Adebayor, Kolo Touré, Barry, Sylvinho e Lescott. Na temporada 2010/11, Yaya Touré, Jerome Boateng, David Silva (o espanhol por 35 milhões de euros), Kolarov, Milner, Balotelli (o polêmico italiano por 30 milhões de euros) e Dzeko. Em 2011/12, reforçaram o grupo o argentino Aguero, por 45 milhões de euros, além de Nasri e Clichy.

A primeira conquista da era milionária veio em 2010/11, com a taça da FA Cup, e, na temporada 2011/12, o City quebrou 44 anos de jejum com o título da Premier League. No total, foram gastos 246 milhões de libras na compra de 24 jogadores entre 2008 e 2012.

Caso PSG

Em junho de 2011, a QSI (Qatar Sports Investment), adquiriu 70% das ações do clube francês por 50 milhões de euros e seu presidente Nasser Al-Khelaifi também assumiu a presidência do PSG. Desde 2006, Al-Khelaifi também é diretor da Al Jazeera Sports, do Qatar, que comprou os direitos de transmissão do Campeonato Francês no próprio país até 2016, além dos direitos da liga para o exterior por seis anos. Além das recentes contratações, o grupo já trouxe os brasileiros Alex, Thiago Motta e Maxwell, o argentino Pastore, o uruguaio Forlán, o meia francês Ménez, entre outros.

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2 Respostas to “PSG torra dinheiro e espera por resultados na bola”

  1. Lui Spolador 22/07/2012 às 13:32 #

    Grande texto e excelentes informações e profundidade.

  2. Priscila Ota 23/07/2012 às 09:53 #

    De fato, o futebol europeu movimenta muito dinheiro…
    Excelente matéria, pois me fez entender que apesar da crise européia, o futebol ainda representa muitas cifras!

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