Mundial de Clubes ainda tem muito que evoluir

6 dez

Por Gabriel Duque

mundial de clubes da fifaA festa da torcida do Corinthians, na saída do Brasil no aeroporto de Guarulhos e na chegada ao Japão em Nagoya, já merece ser o maior destaque desta edição do Mundial de Clubes. O torneio também terá novidades interessantes como o teste da tecnologia na linha do gol e o uso da bola Cafusa, a mesma que será usada na Copa das Confederações, mas, no geral, a competição segue desinteressante.

Para o jovem time japonês Hiroshima,  o semi-amador Auckland City, o egípcio Al Ahly, que viveu uma das maiores tragédias na história do futebol em fevereiro, e para o estreante sul-coreano Ulsan Hyundai, a oportunidade é única. Essas equipes de menor expressão veem o campeonato como a chance da vida para aparecer para o mundo.

Na partida inicial nesta quinta-feira, os japoneses venceram o time neozeladês por 1 a 0 e agora seguem na luta pelo título mundial.

No caso do Monterrey, a meta é chegar à semifinal para evitar mais uma decepcionante eliminação e, assim, tentar derrubar o Chelsea para ser o primeiro mexicano na final do Mundial. Já o clube paulista vai pela primeira vez ao Japão e só pensa no título. A ansiedade pela conquista pode pesar contra, mas a chance de levantar o caneco é muito boa.

Os ingleses, por sua vez, vão disputar o torneio em meio a uma crise. Eliminados na fase de grupos da Liga dos Campeões, em baixa na Premier League e com o novo técnico Rafa Benítez pressionado, a competição chega em pior hora. Sem folga no calendário e com obrigação de ser campeão, o time insiste que dá importância ao Mundial, mas, na verdade, vemos os atletas brasileiros do clube londrino interessados no título, enquanto torcedores e imprensa britânica menosprezaram o campeonato.

Opinião – A Fifa precisa fazer com que o Mundial desperte a atenção dos europeus. Para isso, só mudando o formato. Não custaria adicionar novas fases e novos times. Que o torneio comece nas oitavas de final com 16 clubes. Seriam quatro jogos a serem disputados. Poderia ser mantido o lado pouco produtivo e político, com o time da casa e os campeões da Ásia, da África, da Oceania e da Concacaf. Para completar a chave, seriam chamados o atual vencedor do Mundial, os cinco melhores da Libertadores e os cinco melhores da Europa.

Assim, teríamos pelo menos 10 clubes de peso e a rivalidade entre eles poderia deixar a competição mais interessante.

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