Ano de despedidas no futebol

5 abr

Por Gabriel Duque

Rogério Ceni, Alex, Felipe e Deivid. Só nesta última semana quatro jogadores de grande sucesso no futebol brasileiro anunciaram que vão pendurar as chuteiras. Os dois primeiros ainda completarão a temporada e irão parar de jogar no fim do ano. Enquanto isso, os dois últimos decretaram de vez a aposentadoria dos gramados. É o fim de carreira de uma geração de atletas. Ainda neste ano, Rivaldo e Juninho Pernambucano também decidiram deixar os campos. São perdas expressivas para um esporte em que os ídolos de verdade são cada vez mais raros.

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Deivid, o mais novo desses aposentados, saiu do Coritiba após afirmar que não recebia salário há um ano e chegou a negociar com o Botafogo, mas resolveu que era a hora de parar aos 34 anos. De trajetória vitoriosa, o atacante ganhou títulos no Corinthians (Copa do Brasil e Rio-São Paulo de 2002), Cruzeiro (Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro de 2003), Santos (Brasileiro de 2004), Fenerbahce (Turco da temporada 2006/07), Flamengo (Carioca de 2011) e Coritiba (Paranaense de 2013).

Já Felipe também esteve perto de um acerto para disputar sua última temporada. Depois de sair do Fluminense, o meia conversou com o Vasco para voltar ao clube que o revelou, mas não deu certo e se despediu do futebol aos 36 anos. De lateral-esquerdo no início de carreira à meia no auge, o ex-jogador passou por diversos times e inclusive defendeu o Al-Sadd, do Qatar, por cinco anos. No Vasco, se tornou o atleta mais vencedor da história da equipe com títulos do Brasileiro de 1997 e 2000, da Libertadores de 1998, do Rio-São Paulo de 1999, do Carioca de 1998, da Mercosul de 2000 e da Copa do Brasil de 2011.

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Além deste talentoso ex-meia, o futebol também perderá outro habilidoso e cerebral jogador. Alex, ídolo dos torcedores do Fenerbahce, Cruzeiro, Palmeiras e Coritiba, vai parar no fim de 2014 quando terá 37 anos. O canhoto, destaque e camisa 10 de todos os lugares onde passou, colecionou troféus, sendo campeão pelo Palmeiras da Libertadores de 1999, da Mercosul e da Copa do Brasil de 1998 e do Rio-Sâo Paulo de 2000, pelo Cruzeiro do Mineiro de 2003 e 2004 e da Copa do Brasil e do Brasileiro de 2003, pelo Fenerbahce de campeonatos turcos, pelo Coritiba do Paranaense de 2013 e pela seleção brasileira da Copa América de 1999 e 2004.

Por fim, Rogério Ceni deixará saudades principalmente para o torcedor do São Paulo. Dono de inúmeros títulos e recordes pessoais, inclusive, o de jogador que mais vestiu a camisa de um clube na história do futebol brasileiro superando Pelé, o goleiro-artilheiro se tornou um símbolo do Tricolor. Reverenciado no Morumbi onde é o sétimo maior artilheiro, o camisa 01 vai parar de jogar aos 41 anos e encerrará uma carreira de 24 anos como titular.

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Apesar da saída já concretizada ou iminente destes experientes atletas, alguns veteranos ainda continuarão a atuar pelos campos brasileiros, como Zé Roberto (39 anos) no Grêmio, Dida (40 anos) no Inter, Ronaldinho Gaúcho (34 anos) no Atlético-MG, Léo (38 anos) no Santos, Paulo Baier (39 anos) no Criciúma, Marcos Assunção (37 anos) no Figueirense, Emerson Sheik (35 anos) no Corinthians, entre outros.

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