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Brasil 20 Copas

28 maio

Exposição interativa no Museu do Futebol dedica um espaço ao assunto do momento no país: Copas do Mundo.

Em cartaz até o dia 7 de setembro, a mostra tem como objetivo apresentar curiosidades sobre a disputa dos Mundiais e como a seleção brasileira conquistou seus 5 títulos e perdeu as demais edições.

Grátis às quintas e aos sábados, a entrada custa R$ 6 (inteira) nos outros dias da semana. A exposição fica em cartaz no Museu do Futebol, localizado na praça Charles Miller, s/n, no estádio do Pacaembu.

Até 13 de julho, data da final da Copa do Mundo, o horário da exposição é das 9h às 21h. Após esta data será das 9h às 17h.

Mônica Saraiva/Divulgação

Mônica Saraiva/Divulgação

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Álbum de figurinhas: uma paixão nacional

8 maio

robinho fora da copaFaltando pouco mais de 30 dias para a bola rolar e ainda sob a repercussão da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo, outra febre toma conta do país do futebol.

O álbum de figurinhas oficial do torneio virou mania entre os apaixonados pelo esporte ou não. Crianças, adultos, homens e mulheres têm cromos com os rostos dos jogadores que entrarão em campo a partir de junho – pelo menos a grande maioria – já que no caso do time brasileiro, o atacante Robinho não foi convocado por Felipão.

Com diversos pontos de troca em vários locais do país, não é difícil encontrar inúmeras pessoas fazendo trocas dos cards em praças, escolas, shoppings e outros locais.

O clima da Copa está no ar e as procura por figurinhas só cresce.

O álbum do signatário deste blog feito em parceria com a Helô Spolador já está completo. E o seu?

Liga dos Campeões: A maldição do campeão

1 maio

Por Gabriel Duque

Chegar ao topo é difícil, porém ainda mais complicado é se manter lá em cima. Parece conversa dos professores-técnicos, mas novamente um candidato ao bicampeonato caiu pelo caminho. Atual campeão da Liga dos Campeões da Europa, o Bayern de Munique foi atropelado pelo Real Madrid, acabou eliminado na semifinal do torneio deste ano e o sonho do bi foi embora.

real madrid comemora

Desde a temporada de 1992/93, que marca o início da era moderna da principal competição europeia, nenhum clube teve sucesso na busca pelo segundo título consecutivo. O time que chegou mais perto disso foi o Ajax, campeão na edição de 1994/95 sobre o Milan e vice no campeonato seguinte após perder nos pênaltis para a Juventus.

Antes disso, o último bicampeão aparece no longíquo torneio de 1989/90. O Milan, dono de sete títulos e segundo maior vencedor da Liga, levantou a taça em 1988/89 na final contra o Steua Bucareste e repetiu o feito em 1989/90 contra o Benfica.

milan campeao 1989 1990

Para efeito de comparação, o bicampeonato é tão raro que na Libertadores da América foi conquistado pela última vez pelo Boca Juniors em 2000 e 2001.

Clássico de Madri

O candidato ao bi não chegou à decisão neste ano, contudo Real Madrid e Atlético de Madri vão protagonizar um duelo repleto de curiosidades no estádio da Luz, em Lisboa, em 24 de maio. Time mais poderoso da capital espanhola, o Real volta à uma final após 12 anos em busca de seu décimo caneco. Já o Atlético do técnico Simeone, que eliminou o Chelsea na semi, vai disputar novamente o título da Champions após 40 anos – na edição de 1973/74 foi derrotado pelo Bayern.

cristiano ronaldo e diego costa

Pela primeira vez na história, duas equipes da mesma cidade vão se enfrentar na final e promover uma verdadeira invasão madrilenha em Portugal. Vale lembrar que já houve decisões entre clubes do mesmo país, como na temporada passada entre Bayern e Borussia Dortmund.

Em campo, também haverá um confronto particular entre os dois craques das equipes. Cristiano Ronaldo, eleito melhor do mundo em 2013, se tornou o maior artilheiro de uma única edição da Liga, com 16 gols, e Diego Costa, o brasileiro naturalizado espanhol, é a referência dos Colchoneros e já marcou 8 gols nesta Champions.

O Atlético ainda conta com uma superstição a seu favor: o fato de ter eliminado o Barcelona nas quartas de final. Nos últimos quatro torneios que o clube catalão não foi campeão, o responsável por sua queda ficou com o troféu. Manchester United (2007/08), Inter de Milão (2009/10), Chelsea (2011/12) e Bayern (2012/13) passaram pelo Barça e comemoraram a conquista do torneio.

atletico madrid 2

Técnicos

Comandante colchonero, Simeone também quebrou um tabu. O argentino será o primeiro técnico sul-americano na final da competição desde 2000/01, quando seu compatriota Héctor Cúper levou o Valencia até a decisão e foi derrotado pelo Bayern.

Falando em técnico, Mourinho, eliminado com o Chelsea pelo Atlético, acumulou sua quarta queda seguida nas semifinais. Pelo Real Madrid, o treinador caiu diante do Barça em 2010/11, perdeu nos pênaltis para o Bayern em 2011/12 e foi atropelado pelo Borussia em 2012/13.

simeone e mourinho

O exemplo Roraima

28 abr

Matéria publicada pela Folha de S. Paulo, no último dia 15 de abril, talvez ajude a explicar a falta de desenvolvimento do futebol no Norte do país.

Comandada há 39 anos pelo mesmo presidente, a Federação Roraimense de Futebol organiza o estadual que este ano conta com 6 equipes e apenas um estádio. Após o fim da competição, os clubes entram em recesso e só voltam a campo em 2015.

Prova da fragilidade das equipes de Roraima, o Náutico-RR, atual campeão estadual, perdeu o 1º jogo da 1ª fase da Copa do Brasil para a Ponte Preta e deus adeus a competição com apenas 1 partida disputada.

Criada pela CBF, a 1ª edição da Copa Verde contou com 16 times na 1ª fase. Representante de Roraima, o Náutico perdeu suas duas partidas na competição para o Paysandu – 7 X 2 em casa e 4 X 0 em Belém.

A geografia do país do futebol

28 abr

clipart brasil o pais do futebolNo ano em que o principal campeonato entre nações acontece em nossos campos, 60 times lutam pelos títulos das três principais séries do futebol brasileiro. Com 20 equipes cada, os jogos vão até o final do ano.

Contando com os clubes de maior tradição em nosso país, a Série A mostra a força do eixo Centro-Sul e a pouca expressividade do Norte e Nordeste, onde muitos times ainda vivem no amadorismo.

Com 9 representantes, o Sudeste lidera a lista de regiões, seguido pelo Sul com 7 times. O Nordeste com 3 e o Centro-Oeste com 1 fecham a lista dos concorrentes ao caneco de 2014.

Já na Série B deste ano também há um equilíbrio entre as regiões. Dos 20 times que representam 11 Estados, 7 são do Sudeste, 7 do Nordeste, 3 do Centro-Oeste e 3 do Sul.

Terceira divisão do futebol brasileiro, a Série C é a categoria onde dois times paraenses – únicos representantes do Norte nas três principais séries – estão. Novamente o Sudeste com 9 representantes lidera a lista seguido pelo Nordeste com 6, o Sul com 2 e o Centro-Oeste com 1.

Assim, entre os 60 times que disputam os títulos do Brasileirão deste ano, 25 são do Sudeste, 16 do Nordeste, 12 do Sul, 5 do Centro-Oeste e 2 do Norte.

Veja os times, estados e regiões que disputam as três principais séries do futebol brasileiro:

Série A

Sudeste – São Paulo (São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos); Rio de Janeiro (Flamengo, Fluminense e Botafogo) e Minas Gerais (Cruzeiro e Atlético-MG).

Sul – Santa Catarina (Chapecoense, Criciúma, Figueirense); Rio Grande do Sul (Grêmio e Internacional) e Paraná (Atlético-PR e Curitiba).

Nordeste – Bahia (Bahia e Vitória) e Pernambuco (Sport).

Centro-Oeste – Goiás (Goiás).

Série B

Sudeste – São Paulo (Bragantino, Portuguesa, Ponte Preta e Oeste); Rio de Janeiro (Vasco) e Minas Gerais (América-MG e Boa Esporte).

Nordeste – Pernambuco (Náutico e Santa Cruz); Ceará (Ceará e Icasa); Rio Grande do Norte (América-RN e ABC) e Maranhão (Sampaio Corrêa).

Sul – Santa Catarina (Avaí e Joinville) e Paraná (Paraná).

Centro-Oeste – Goiás (Atlético-GO e Vila Nova) e Mato Grosso (Luverdense).

Série C

Sudeste – São Paulo (Mogi Mirim, São Caetano, Guarani e Guaratinguetá); Rio de Janeiro (Madureira, Macaé e Duque de Caxias) e Minas Gerais (Tupi).

Nordeste – Alagoas (ASA e CRB); Paraíba (Botafogo-PB e Treze); Ceará (Fortaleza) e Pernambuco (Salgueiro).

Sul – Rio Grande do Sul (Juventude e Caxias)

Norte – Pará (Paysandu e Água de Marabá)

Centro-Oeste – Goiás (CRAC) e Mato Grosso (Cuiabá).

 

Copa Verde: esperança para o futebol nacional

23 abr
Rafael Ribeiro/CBF

Rafael Ribeiro/CBF

Na última segunda, 21, o Brasília bateu o favorito Paysandu, do Pará, nos pênaltis e sagrou-se campeão da 1ª edição da Copa Verde, conquistando assim uma vaga na Copa Sul-Americana de 2015.

Criada pela CBF para fortalecer o futebol regional, a competição contou com 16 equipes de 11 Estados.

Além dos finalistas, concorreram ao título: Remo e Paragominas, do Pará; Princesa do Solimões e Nacional, do Amazonas; Cuiabá e Mixto do Mato Grosso e Brasiliense, do Distrito Federal, Santos, do Amapá, Náutico, de Roraima, Plácido de Castro, do Acre, Cene, do Mato Grosso do Sul, Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo, Interporto, do Tocantins e Vilhena de Rondônia.

Disputado no sistema de mata-mata, o torneio teve 30 jogos e 82 gols marcados, resultando em uma média de 2,73 gols por partida.

O desenvolvimento de competições como esta mostra a importância da valorização do futebol fora do eixo Sul-Sudeste. Muitos times ficam meses sem jogar após o encerramento dos Estaduais e desclassificações precoces em torneios como a Copa do Brasil, por exemplo.

Por isso, torneios como a Copa Verde são esperança para que o futebol – orgulho para tantos brasileiros – consiga sobreviver fora dos grandes centros ajudando a desenvolver talentos até então esquecidos.

Fórmula 1 muda tudo e acaba com era Vettel

15 mar

Por Gabriel Duque

Vettel

Vettel

Foram quatro títulos seguidos para Sebastian Vettel. O alemão levou a equipe Red Bull junto com o projetista Adrian Newey ao caminho das conquistas e marcou seu nome na história da Fórmula 1. No entanto, a era Vettel acabou em 2014. A categoria passou por profunda reformulação, principalmente, no quesito técnico-mecânico.

Neste ano, as escuderias têm que lidar com novos motores V6 turbo, nova aerodinâmica, novo sistema de reaproveitamento de energia (o antigo Kers) e novos tanques de combustível. Tantas mudanças já mostraram nos testes de pré-temporada que a confiabilidade será a palavra-chave para as corridas iniciais da temporada.

Os carros deixaram sistematicamente seus pilotos na mão, principalmente, a toda campeã Red Bull, que se viu envolta a diversas falhas de sistema e do motor Renault. Com isso, Vettel encontra o fim de seu reinado. Por outro lado, a Mercedes desponta como o time mais confiável e de melhor desempenho do momento e já conseguiu traduzir seu ligeiro favoritismo em resultado no GP da Austrália com a pole position de Lewis Hamilton, mesmo com pista molhada.

Lewis Hamilton

Lewis Hamilton

Daniel Ricciardo, companheiro de Vettel, aproveitou a chuva, levou o público australiano à loucura e surpreendeu com o segundo posto no grid – o alemão tetracampeão foi o 13°. Mas McLaren, Force India e Williams, todas com motor Mercedes, dão a impressão de estar à frente da equipe austríaca, assim como a Ferrari. A montadora italiana ainda deve evoluir, porém tem uma carta na manga: o talento de Fernando Alonso.

Para a prova, a durabilidade dos equipamentos continua sendo a grande questão. Há uma enorme preocupação no certame com a possibilidade de muitos abandonos e a corrida terminar com poucos carros em pista. O brasileiro Felipe Massa, de casa nova agora na Williams, chegou a liderar alguns testes de pré-temporada e se mostrou otimista para o campeonato, só que o carro parece poder brigar por pódio.

felipe massa

Mais novidades

Se as mudanças nos carros foram grandes, fora das pistas a FIA também caprichou:

– Os pilotos passarão a adotar números fixos em seus monopostos, diferentemente de antes quando a classificação de equipes e pilotos no ano anterior determinava a numeração. Massa, por exemplo, escolheu o 19. Já Vettel optou pelo 5, mas aceitou usar o 1 nesta temporada por ser o atual campeão.

– Ser pole position agora renderá um troféu. Quem largar mais vezes do primeiro lugar do grid no ano será premiado com o Troféu Pole.

– Emoção até o fim! Para evitar a conquista de um título com corridas de antecedência, a última etapa da temporada passará a ter pontuação dobrada. Neste ano, o GP de Abu Dhabi, que fecha o Mundial, valerá o dobro com o vencedor somando 50 pontos.

– Segurança em primeiro lugar! Após vermos algumas barbeiragens no ano passado, a FIA instituiu um sistema de penalização por pontos. Os pilotos que cometerem infrações serão punidos com pontos e quem somar mais de 12 será suspenso da corrida seguinte. Os pontos serão acumulados e ficarão na carteira por 12 meses.

– Por fim , o calendário foi mantido com 19 etapas, mas houve duas trocas de circuitos. Coreia do Sul e Índia perderam seus lugares na Fórmula 1 para 2014. As pistas substitutas são o GP da Áustria, que volta à categoria após 10 anos de ausência, e o estreante GP da Rússia, no circuito de Sochi, o 72° traçado a sediar uma corrida da categoria.

Negócio da China: jogadores brasileiros invadem o Oriente

4 mar

Por Gabriel Duque

Ídolo flamenguista, Hernane foi a mais recente tentativa de contratação de clubes chineses. O Shanghai Shenhua ofereceu R$ 11,2 milhões para comprar a metade dos direitos do artilheiro pertencente ao Rubro-Negro, que aceitou a transação. Mas o atacante recusou a proposta indo na contramão do novo movimento de peregrinação de atletas brasileiros.

Hernane

Depois de entrar na Europa, o futebol canarinho conquistou o Japão com a ida de Zico e de uma subsequente leva de atletas à terra do sol nascente. Na sequência, com a abertura dos campeonatos europeus à maior presença de estrangeiros, o Velho Continente foi invadido de vez pelos brasileiros. Foi um passo para a colônia brasileira se instalar também no Leste Europeu, principalmente, na Rússia e na Ucrânia. A Turquia também passou a ser destino e, por fim, o famoso “mundo árabe” repleto do dinheiro de xeiques empolgados em investir no esporte bretão.

Agora é a vez dos chineses contaram com o “pé de obra” brasileiro para ajudar no desenvolvimento do futebol local. Com investidores de peso, os clubes do país asiático têm contratado muitos talentos estrangeiros e já começam a colher frutos. Na última temporada, o campeão chinês, Guangzhou Evergrande, conquistou a Liga dos Campeões da Ásia e participou do Mundial de Clubes caindo na semifinal diante do todo poderoso Bayern de Munique.

O Guangzhou contava até o fim do ano passado com o meia argentino Dario Conca, que voltou ao futebol brasileiro para defender o Fluminense. Porém o clube ainda tem em seu elenco os brasileiros Elkeson, Muriqui e Renê Júnior, ex-volante do Santos, e Diamanti, da seleção italiana. Além deles, o técnico é Marcelo Lippi, campeão mundial pela Itália na Copa de 2006 e que recentemente renovou contrato com a equipe até 2017.

Os rivais chineses também não ficam atrás. O Shanghai Shenhua, que tentou contratar o Brocador, levou neste ano o zagueiro Paulo André, do Corinthians. Já o Shandong Luneng, atual vice-campeão chinês, começou 2014 com um pacotão brasileiro, levou o treinador Cuca, do Atlético-MG, o atacante Aloísio, do São Paulo, o volante Júnior Urso, ex-Coritiba e o meia argentino Montillo, ex-Santos. Isso sem contar com Vágner Love que já atuava pelo clube. Desses, só Montillo custou R$ 24 milhões aos cofres do time para ter metade do direitos.

montillo aloisio e cuca na china

Nesta última janela, o Botafogo foi um grande exportador para o país oriental com Rafael Marques indo para o Henan Jianye, Elias para o Jiangsu Sainty e Hyuri para o Guizhou Renhe. Anteriormente, os cariocas também negociaram Andrezinho com o Tianjin Teda. Ex-botafoguense, André Lima, com passagens também por São Paulo, Grêmio e Fluminense, voltou nesta temporada ao futebol asiático defendendo o Beijjing Guon, terceiro colocado no último campeonato chinês.

Além deles, outros tantos brasileiros menos conhecidos se aventuram pelas terras da nação mais populosa do mundo. Eninho e Rafael Coelho atuam no Changchun Yatai; Johnny, Kieza e Jailton Paraíba jogam pelo Shanghai Shenxin; Baré e Éder Lima defendem o Tianjin Teda; Eleílson integra o Jinagsu Sainty; Anselmo Ramon e Gilberto Macena estão no Hangzhou Greentown; Dori e Rodrigo fazem parte do Harbin Yiteng; Davi joga no Guangzhou R&F; e Bruno Meneghel defende o Dalian Aerbin.

Josi em Sochi: aprendizado ou erro de estratégia?

18 fev

Antes de começar o texto propriamente dito gostaria de esclarecer que sou um profundo admirador de nosso país e torço para que um dia possamos nos orgulhar da posição de potência olímpica.

Também vale frisar que como “defensor dos pobres e oprimidos”, acredito, sim, que assim como disse o idealizador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, Barão Pierre de Coubetin: “O importante não é vencer, mas competir”.

Como essa pequena introdução inicio meu texto sobre a participação da brasileira Josi Santos na prova de esqui aéreo nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi na Rússia questionando se o exercício apresentado foi o melhor possível.

Claro que a situação não era a mais favorável e abalada Josi entrou na competição apenas para cumprir tabela – já que Lais Souza dona da vaga sofreu um grave acidente antes dos Jogos e não pode competir.

Ao ver o desempenho de Josi na televisão perguntei-me qual a finalidade daquela modalidade, tendo em vista a fragilidade e a falta de técnica da acrobacia desenvolvida. Naquele momento lembrei-me do notório Eric Moussambani, de Guiné-Equatorial, que nas Olimpíadas de Sydney-2000 levou exatos 1min52s72 para percorrer a prova dos 100 metros livres.

A comparar a performance de Josi com a bielorrussa Alla Tsuper, medalhista de ouro, fiquei evidente o despreparo da brasileira na competição. Apesar de saber também que para uma atleta estar representando seu país em Jogos Olímpicos já é uma grande vitória é preciso saber que precisamos lutar para mostrar o que temos de melhor para nós mesmos e para todo o mundo.

Entramos assim em uma discussão: qual o valor dos Jogos de Inverno para os atletas brasileiros? Fica claro que a disputa por medalhas – a curto prazo – soa como impossível, mas será que algum dia veremos nossa bandeira no pódio dos Jogos de Inverno?

Como bom ufanista quero acreditar que a participação de Josi – e dos demais brasileiros em Sochi – sirva como experiência e preparação para as próximas competições. Quem sabe em Pyeongchang, em 2018, Josi não consiga uma melhor performance.

O paradoxo do Super Bowl

2 fev

Apesar de estar longe da realidade de muitos brasileiros, o Super Bowl, como é conhecida a final do campeonato de futebol americano, é um dos maiores eventos do ano nos EUA.

Para o jogo deste domingo entre Denver Broncos e o Seattle Seahawks há a expectativa de uma audiência superior a 100 milhões de pessoas.  Com este público ligado na frente da televisão, a disputa pelos espaços publicitários durante o intervalo da partida é espetacular.

Algumas empresas investem verdadeiras fortunas para criar peças que chamem a atenção dos espectadores e ainda investem cerca de US$ 4 milhões para 30 segundos de veiculação.

No entanto, apesar deste investimento um estudo realizado pelo instituto de pesquisa Communicus indica que 80% dos anúncios do Super Bowl não têm efeito sobre as vendas.

E o pior: 60% dos atingidos dizem que a intenção de compra não aumentou mesmo depois de ter assistido à propaganda durante a final do futebol americano.

Estes dados mostram que apesar do investimento maciço, as empresas ganham mais com a repercussão de serem anunciantes durante o Super Bowl do que realmente no aumento de vendas – a base para qualquer ação publicitária.