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1889

23 set

Autor de dois best-sellers, 1808 e 1822, Laurentino Gomes nos premia agora com o último exemplar da trilogia que conta fatos importantes da História do Brasil: 1889.

capa 1889Com o subtítulo “Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da Monarquia e a Proclamação da República no Brasil”, o livro narra todo o processo que levou aos fatos daquele 15 de novembro.

Novamente com uma linguagem clara e objetiva, voltada para o estudante adolescente – nas palavras do próprio escritor – o livro traz dados e informações que ajudam a entender como um sistema tão sólido como o Império Brasileiro – que já durava 67 anos – ruiu sem nenhum esforço em sua defesa.

Voltada para todos os brasileiros, mas principalmente para aqueles que gostam da História do nosso país, a obra é de leitura obrigatória, assim como os demais livros, que juntos, ajudam a decifrar o Brasil tal qual o conhecemos hoje.

Para ver e aprender – Em tempo, Laurentino Gomes foi o entrevistado do programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 09 deste mês. Sempre claro e objetivo, o jornalista fez da conversa um bate-papo bem descontraído sobre História e outros temas.

Quem não viu, pode reservar um pouco do tempo e aprender um pouco mais com esta verdadeira aula magma de História do nosso país.

Veja aqui o primeiro bloco do programa.

Sucesso de vendas – Com uma tiragem inicial de 200 mil exemplares, o livro da Editora Globo tem grande destaque em todas as livrarias por onde este blogueiro passou.

São estantes exclusivas e livros posicionados na entrada das lojas para chamar a atenção do público. Não que seja necessário, pois o material vale cada centavo investido.

 

9 de julho: feriado paulista

9 jul

obelisco ibirapueraNeste 9 de julho, o Estado de São Paulo celebra o Dia da Revolução Constitucionalista de 1932, maior data cívica para os paulistas.

Após ver o poder federal ser tomado pelo derrotado nas eleições de 1930 – Getúlio Vargas – os paulistas pegaram em armas e lutaram pedindo uma nova constituição para o Brasil.

Depois de três meses de combate – a Revolução acabou em 02 de outubro – os paulistas saíram derrotados, mas acabaram conquistando a Constituição que seria promulgada em 1934.

SÍMBOLO DOS CONFLITOS – Construído para homenagear os mortos na Revolução, o Obelisco do parque Ibirapuera é um dos cartões postais da capital e em consequência de todo Estado.

Dois Brasis

12 fev

A recente visita a exposição comemorativa pelos 350 anos dos Correios me fez atentar para um fato interessante.

A linha cronológica feita pela instituição tem a primeira parte com início em 1500 e vai até 1805.

Ou seja, mesmo com a história dos Correios no Brasil começando em 1663, a linha do tempo optou por destacar o período em que a história brasileira pode ser dividida em duas: antes de 1808 – quando nosso país era apenas um quintal português – e após esta data, conforme já falamos aqui.

Pensar que o Brasil passou três séculos excluídos do panorama mundial ajudou a entender diversas questões atuais. Mais do que isso, na ponta do lápis, nosso Brasil tem apenas 200 anos de história. Muito pouco para uma nação como a nossa.

Dia da Pátria

7 set

Há exatos 190 anos, D. Pedro I gritava às margens do riacho do Ipiranga e este nosso Brasil deixava de ser uma colônia portuguesa.

Envolto em uma crise política, o futuro rei de Portugal nada pode fazer a não ser libertar a terra que o acolhera junto com seu pai  e toda família real quando Napoleão invadira seu reino em 1808.

Apesar de não ter toda a suntuosidade retratada o quadro “Independência ou Morte” de Pedro Américo, como nos conta o livro Guia do Politicamente Incorreto do Brasil, a Independência foi para nós um marco grandioso e até hoje é relembrado neste 7 de setembro.

Passados quase dois séculos do fim da dominação portuguesa, o Brasil é atualmente um país emergente no cenário mundial. Palco dos dois maiores eventos esportivos nos próximos anos, nosso país vê uma onda migratória vindo do exterior para cá.

Outro exemplo que mostra nosso crescimento no mapa político e econômico do planeta é o episódio da ajuda do governo brasileiro aos lusitanos mostrando que a ex-colônia é agora um país em franco desenvolvimento.

Por estas e outras, hoje 7 de setembro, todo brasileiro deve ter orgulho de sua pátria – mesmo que ainda nos reste tanto a caminhar rumo a consolidação de nosso patamar.

1822

20 out

Dei um pulo de 14 anos na história. Li 1822, de Laurentino Gomes, o mesmo autor de 1808. Retrato fiel do Primeiro Renado, o livro mostra como aconteceu o Grito do Ipiranga e a consequente Independência do Brasil.

Mais uma vez o subtítulo da obra chamou minha atenção: “Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado”.

Diante da trajetória do homem que marcou a história de duas nações, a vida de D. Pedro I é pano de fundo para recriar e explicar o panorama político e social que levaram a separação do Brasil de Portugal.

Como todos os fatos históricos, a Independência brasileira foi um processo amplo e complexo com vários antecedentes marcantes como a independência norte-americana e a revolução francesa.

Fruto do liberalismo predominante na época, o processo de separação foi o estopim dos acontecimentos que já agitavam a colônica e a metrópole desde a chegada da corte portuguesa em 1808.

Com detalhes sobre a marquesa de Santos – amante e grande paixão de D. Pedro; José Bonifácio de Andrada e Silva (o homem sábio); a imperatriz Leopoldina (a princesa triste) e Lord Cochrane (o escocês louco por dinheiro), a obra traz ricos dados sobre todo o período.

Ainda no texto, referências a volta de D. João VI a Portugal, a regência de D. Pedro I, a convocação das cortes após a revolução liberal do Porto, em 1820 até a abdicação ao trono, a disputa pelo poder lusitano contra o irmão D. Miguel e a morte em 1834.

Bem escrito, com linguagem clara e objetiva, Laurentino Gomes nos premia com mais uma aula de história do Brasil. São momentos tão importantes que merecem uma obra à altura.

Prazer, Guiné-Equatorial

29 jun

Localizada no oeste do continente africano, a ex-colônia espanhola será destaque no noticiário brasileiro estas semanas. Em primeiro lugar pelo fato da seleção feminina de futebol do país estar pela primeira vez no Mundial da categoria – que está sendo disputado na Alemanha – e ser adversário da equipe de Marta e Cia. na próxima quarta-feira, 06 de julho.

Em segundo plano, pelo fato da capital Malado ser a sede da XVII Assembleia Geral da União Africana, que ocorre desde ontem e vai até sexta-feira, 1º de julho. Escolhido pela presidente Dilma Rousseff, seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva é o chefe da missão brasileira presente ao encontro.

Com pouco mais de 28 mil metros quadrados de área, a Guiné-Equatorial é o único país africano a ter o espanhol como língua oficial. Seu território continental é pouco povoado e coberto por densas florestas. Já a capital fica localizada na afastada ilha de Bioko, onde vive um quinto da população estimada em mais de 650 mil habitantes.

Futebol e polêmica – Pela primeira vez em um Mundial, a equipe da Guiné-Equatorial já esteve presente nas manchetes dos noticiários. Duas de suas jogadoras – as irmãs Salimata e Bilguisa Simpore – foram acusadas de serem homens.

Curiosamente, após a FIFA anunciar que realizaria testes de gênero, as atletas campeãs da Copa Africana de Nações em 2008 foram cortadas da seleção.

Salimata Simpore

 

Natação – Mas, antes do sucesso de suas compatriotas nos campos de futebol, um outro esportista da Guiné-Equatorial ganhou projeção internacional. Dessa vez nas piscinas.

A competição era as eliminatórias para os 100 metros nado livre das Olimpíadas de Sydney, 2000. Seis meses após aprender a nadar, Eric Moussambani caiu na água e levou exatos 1min52s72 para cumprir o trecho da prova mais nobre da natação mundial. Para efeito de comparação, o recorde mundial e olímpico naquele momento era de 48s18.

Mesmo com o tempo decepcionante e após apelar para o nado ‘cachorrinho’, o nadador entrou para a história do esporte olímpico por sua determinação e força de vontade.

Veja aqui a ‘performance’ de Eric Moussambani:

Vai um cafezinho aí?

24 maio

O “Bom Dia Brasil” apresentou uma matéria hoje, 24 de maio, sobre o Dia Nacional do Café. Conhecido como o ‘ouro negro’, o principal ingrediente das mesas brasileiras já teve um grande papel na nossa economia.

Durante mais 100 anos, coube ao grão a liderança nas exportações criando uma oligarquia rica e poderosa. Os barões do café, como ficaram conhecidos os grandes cafeicultores paulistas, mandaram no país por um longo tempo.

Base da economia imperial, a cafeicultura sofreu um grande golpe com o fim da escravidão. No entanto, imigrantes – principalmente italianos – vieram para o Brasil em busca de riqueza nos cafezais.

Mas a crise econômica de 1929 e a consequente quebra da Bolsa de Nova York levou à ruína os grandes produtores, que acabaram queimando colheitas inteiras afim de manter o preço, sem sucesso.

Tanto que o ano de 1930 marca o historicamente o fim do ciclo do café no Brasil. A ascensão de Getúlio Vargas ao poder também pois fim a uma era intimamente ligada as oligarquias.

A política do café-com-leite era baseada no revezamento entre mineiros e paulistas. Ora assumia um mineiro ligado aos produtores de leite de Minas Gerais, ora era indicado um paulista influente junto aos cafeicultores.

A revolução comandada por Vargas colocou fim ao café como principal produto econômico brasileiro, mas não impediu que nesta data na qual se é comemorada seu Dia Nacional, milhões de cafezinhos fossem servidos pelo país afora.

O bicentenário Paraguai

14 maio

Hoje os nossos vizinhos paraguaios estão em festa. Neste 14 de maio de 2011, os guaranis comemoram a efeméride de 200 anos de independência em relação à Espanha.

Após se livrar do colonialismo europeu, os paraguaios passaram por um grande momento de evolução e em busca de uma saída para o mar acabaram em guerra contra Brasil, Argentina e Uruguai.

Depois de ter dois terços de sua população morta no conflito, o Paraguai passou a enfrentar a miséria e o povo as péssimas condições de vida.

Nosso blog começou com um post dedicado aos paraguaios. Aqui falei sobre a vinda do presidente Fernando Lugo para tratamento de saúde em São Paulo. A questão de outrora permanece pertinente: se o mandatário da nação precisa ir para outro país tratar-se o que será das pessoas que não contam com este privilégio?

13 de maio

13 maio

Há exatos 123 anos, a princesa Isabel assinava a Lei Áurea e colocava fim a escravidão no Brasil. Pouco mais de um ano e meio depois, o sistema monárquico é derrubado e o país é elevado a condição de República.

Data de extrema importância para os brasileiros, o 13 de maio também tem forte significado religioso. Em 1917, 29 anos após a abolição dos escravos brasileiros, Nossa Senhora aparecia a três pastores, na hoje cidade de Fátima, em Portugal.

Dois eventos marcantes na história mundial ocorridos no mesmo dia. A primeira concedeu liberdade a todos os cativos – mesmo com o preconceito ainda existente – e a segunda mostrou ao mundo a misericórdia de Deus através da mãe de Jesus que veio à Terra nos falar somente do amor.

Shakespeare

26 abr

No ano era 1564, a Inglaterra estava sob o reinado de Elisabeth I e naquele 26 de abril foi batizado o maior nome da literatura inglesa dos últimos séculos: William Shakespeare.

Embora não se tenha ideia do dia de seu nascimento, considera-se que o maior dramaturgo inglês tenha nascido em 23 de abril devido ao costume da época de se batizarem crianças três dias após a chegada ao mundo.

Quase 450 anos depois, Shakespeare ainda é lembrado e encenado em todo o mundo. Peças clássicas como “Sonho de uma Noite de Verão”, “Romeu e Julieta” e “Macbeth” foram escritas há séculos e ainda fazem parte do imaginário de muitos.

Quem não conhece a história de amor envolvendo os Montecchios e os Capuletos que acabou em tragédia? Uma obra que entrou para a história e alçou Shakespeare ao panteão dos maiores nomes da literatura mundial.