Tag Archives: Amor e Revolução

Isso que é interatividade

2 maio

Desde o advento da internet e a popularização das redes sociais, a televisão vem buscando formas de unir as duas plataformas para aumentar a participação dos telespectadores/internautas nas produções. O exemplo da Rede Globo com seus sites interativos já foi assunto em nosso espaço.

Nesta segunda-feira, 02, nota alçada na coluna Outro Canal publicada pela jornalista Keila Jimenez, na Folha de São Paulo, traz o ápice desta intersecção de mídias.

De acordo com a colunista, a novela do SBT “Amor e Revolução” terá seus finais definidos pelo público. Ou seja, não caberá ao autor Tiago Santiago a escolha derradeira para os protagonistas e sim aos telespectadores.

Ao meu ver, essa opção mostra uma mudança na relação público X conteúdo. Há algum tempo, as pessoas deixaram de ser apenas passivas na recepção das informações e passaram a definir o que é importante ou não nas programações da televisão.

A iniciativa do SBT e do autor parece inusitada, mas a ousadia nestes casos pode ser favorável ao desenvolvimento da trama e maior aceitação junto à audiência.

Para os assinantes da Folha e do UOL, clique aqui.

Para quem não tem acesso direto, abaixo a nota da coluna: 

Democrática –  O desfecho de “Amor & Revolução”, novela do SBT, será escolhido pelo público. A partir do capítulo 100, o público poderá decidir com quem os principais casais da trama devem terminar, via internet. Para isso, vários finais serão gravados.

Abaixo a censura

14 abr

Como vocês podem ter percebido venho acompanhando a novela do SBT “Amor e Revolução” desde a sua estreia no dia 05 deste mês. Com um enredo sobre a ditadura militar no Brasil, a trama vem apostando em cenas de tortura e  mostrando um lado da história recente de nosso país.

Como estou assistindo a novela e seguindo o que se comenta sobre, já havia visto o manifesto da internet idealizado por uma associação ligada aos militares, mas confesso não ter dado muita atenção.

Pois hoje à noite para minha surpresa a home da Folha de São Paulo traz uma matéria sobre o assunto. Não vou nem comentar a ideia da associação, o que não pode acontecer é em pleno século XXI alguém sonhar com censura a uma obra que mostra o que aconteceu com nossos semelhantes.

Nenhum tipo de cerceamento a liberdade é válido, por esta razão devemos ser contrários a essa ação e apoiarmos a exibição completa da obra de Tiago Santiago. Abaixo a censura.

Abertura inspirada

11 abr

Amor e Revolução, a novela do SBT sobre o período ditatorial no Brasil, tem uma ‘abertura’ inspirada. Uso o termo entre aspas, justamente pelo fato de que a vinheta vai ao ar no final do capítulo e não no início como tradicionalmente.

Ao som do clássico “Roda Viva” de Chico Buarque, na versão do grupo MPB 4, a vinheta tem pessoas desaparecendo de cenas do cotidiano, remetendo assim às milhares de pessoas que desapareceram durante a ditadura e até hoje não foram localizadas.

A abertura tende à polêmica envolvendo a possível instalação da Comissão da Verdade pelo Governo Federal. A ideia do grupo é esclarecer os casos de violação dos direitos humanos durante a ditadura, mas esta pretensão não é bem vista por setores relacionados às Forças Armadas.

Assista a abertura de Amor e Revolução.

Amor e Revolução com Twitter

8 abr

Quarta-feira foi um dia atípico no nosso espaço. No início não havia percebido, mas a nova novela do SBT “Amor e Revolução” havia sido alçada a liderança do Trending Topics e com isso acabamos conquistando vários acessos.

Talvez este post seja necessário para duas explicações: a primeira aos meus seguidores no Twitter que dificilmente não entenderam o porquê de tantas menções a trama de Tiago Santiago.

No início busquei realmente apresentar a história para assim ‘divulgar’ o folhetim. No entanto, ao ver a novela no topo da lista, acabei ‘aproveitando’ a onda e alcançando uma boa audiência com o texto de análise sobre o primeiro capítulo.

Outro ponto a ser abordado, já foi dito neste post aqui. A força do Trending Topics na divulgação de um assunto. Com a hastag #AmoreRevolução a nossa média de acessos triplicou e ainda conseguimos emplacar outro post sobre a Trilha Sonora.

Esclarecimento

6 abr

Aprendi que transparência é a base da credibilidade de qualquer profissional. Por esta razão redijo este post. Não fui contratado pelo SBT para falar sobre a nova novela Amor e Revolução.

Na verdade, desde que comecei a ler sobre a trama – no início deste ano – fiquei interessado pela história e mais ainda pelo fato da emissora de Silvio Santos voltar a investir em teledramaturgia.

Os textos aqui publicados e os twitts postados no Twitter são apenas a minha opinião. Espero ter esclarecido qualquer dúvida e vamos em frente.

No ar: Amor e Revolução

5 abr

Acabou o mistério. Terminou agora a exibição do primeiro capítulo de “Amor e Revolução”. A nova novela do SBT é a primeira trama nacional a ter como pano de fundo integralmente os anos de chumbo da ditadura militar.

Como estratégia de programação, a emissora de Silvio Santos alongou o Programa do Ratinho e só iniciou a nova atração às 22h25, no exato momento em que a Rede Globo finalizava o episódio de Insensato Coração.

Neste primeiro contato com a trama de Tiago Santiago ficou a impressão de um grande novelão. Desde a atuação do herói José Guerra, vivido por Cláudio Lins, até a mocinha de Graziela Schmitt.

Outras tramas apresentadas foram o idealismo da juventude através do Grupo de Teatro Vanguarda e o desempenho da imprensa diante da redação do Jornal “O Brasileiro”.

A trilha sonora – rica da época – é um dos pontos mais fortes da história. A escolha de Pitty para interpretar “Cálice” canção símbolo do período nas vozes de Chico Buarque e Milton Nascimento foi um destaque positivo.

Para encerrar, o depoimento marcante de Maria Amélia – Amelinha, como apresentada – deu o tom da novela. A descrição forte e pesada da tortura pautará as cenas do folhetim daqui para frente.

Com a frase “Não se consolida uma democracia com cadáveres insepultos,” Amelinha finalizou sua fala, mas pode ter aberto uma discussão no Brasil: o que aconteceu com os desaparecidos da ditadura? – retratados na vinheta da novela ao som de Roda Viva, também de Chico Buarque, mas na voz do grupo MPB 4.

Uma boa estreia, com grandes chances de emplacar no IBOPE e com condições de reabrir uma página da história brasileira até então esquecida no passado.

Novos Rumos

24 mar

Ontem, o SBT reuniu a imprensa para apresentar a nova trama da emissora. Escrita por Tiago Santiago “Amor e Revolução” estreia no dia 05 de abril, às 22h15.

Depois de algumas tentativas, o setor de teledramaturgia da TV de Sílvio Santos parece caminhar para padrões estabelecidos pela Globo e seguido depois pela Record.

Com alguns capítulos gravados, a obra entra no ar com a possibilidade de sofrer alterações no decorrer da trama – como acontece hoje com as emissoras rivais.

Vale lembrar que no histórico do SBT há novelas que foram exibidas totalmente gravadas e acabaram não emplacando. Agora com “Amor e Revolução”, parece que a tendência é pela mudança.

Com o enredo retratando a ditadura militar no Brasil, a novela tem a direção de Reynaldo Boury e mostra o amor entre a líder estudantil Maria Paixão (Graziela Schmitt) e o oficial do exército José Guerra (Cláudio Lins) com os anos de chumbo da história brasileira como pano de fundo.

Trilha Sonora

14 fev

Como desdobramento do post anterior segue abaixo as canções escolhidas pela produção da nova novela do SBT “Amor e Revolução”. A informação publicada pelo colunista Flávio Ricco mostra a riqueza musical da época.

Conhecida pelos “anos de chumbo”, a ditadura militar impôs aos artistas o uso exacerbado da criatividade para driblar os censores oficiais contrários a qualquer tipo de ato que criticasse o regime em vigor.

O assunto chamou tanta a minha atenção que durante a disciplina de Jornalismo Brasileiro, eu e meu amigo Akio Uemura apresentamos para a classe um seminário com o seguinte tema: de que maneira as músicas do período militar acabaram por transpor a censura.

Acredito que a seleção da trilha sonora apresenta abaixo consiga representar da melhor maneira possível, este triste período de nossa história:

Alegria, Alegria” – Caetano Veloso; “Apesar de Você” – Chico Buarque; “Baby” – Mutantes; “Cálice” – duas versões, Chico e Milton Nascimento, e Pitty; “Coração de Papel” – Ângela Márcia e Sérgio Reis; “London, London” – Caetano Veloso; “Menino Bonito” – Fernanda Takai; “Ninguém Vive sem Amor“ – Fevers; “Nossa Canção” – Veja; “Trenzinho Caipira” – Egberto Gismonti; “Opinião” – Nara Leão; “Preciso Aprender a ser Só” – Elis Regina; “Roda Viva“ – MPB 4; “Universo do Teu Corpo” – Taiguara; “O que será” – Chico e Milton, e “Viola Enluarada” – Marcos Valle.

Amor e Revolução

14 fev

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a nova novela do SBT “Amor e Revolução” estreia no dia 04 de abril, a partir das 22h. Escrita por Tiago Santiago e com Graziela Schmitt e Cláudio Lins como protagonistas, a trama terá a ditadura como pano de fundo para contar a história de amor de Maria Paixão, uma jovem guerrilheira e José Guerra, filho de um militar linha dura.

Retrato de um Brasil tão próximo, mas pouco explorado, a novela é a aposta da emissora para tentar reviver o seu núcleo de teledramaturgia que alcançou o auge em meados da década de 90 com “Éramos Seis”, protagonizada por Irene Ravache.

 A chegada do autor – um dos responsáveis pelo crescimento da Record com novelas como “Escrava Isaura” e “Prova de Amor” e a escolha de atores veteranos como Lúcia Veríssimo e Jayme Periard mostram a intenção da emissora de Silvio Santos em tentar voltar a briga com a Rede Record pela vice-liderança na audiência.

Recentemente cenas supostamente desviadas de forma indevida dos computadores do SBT caíram na internet e já mostraram que a produção merece respeito e atenção dos fãs de bons produtos da televisão aberta. Agora basta torcer para que tanta expectativa gerada pela estreia seja recompensada com uma boa história e um bom trabalho.