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Copa Verde: esperança para o futebol nacional

23 abr
Rafael Ribeiro/CBF

Rafael Ribeiro/CBF

Na última segunda, 21, o Brasília bateu o favorito Paysandu, do Pará, nos pênaltis e sagrou-se campeão da 1ª edição da Copa Verde, conquistando assim uma vaga na Copa Sul-Americana de 2015.

Criada pela CBF para fortalecer o futebol regional, a competição contou com 16 equipes de 11 Estados.

Além dos finalistas, concorreram ao título: Remo e Paragominas, do Pará; Princesa do Solimões e Nacional, do Amazonas; Cuiabá e Mixto do Mato Grosso e Brasiliense, do Distrito Federal, Santos, do Amapá, Náutico, de Roraima, Plácido de Castro, do Acre, Cene, do Mato Grosso do Sul, Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo, Interporto, do Tocantins e Vilhena de Rondônia.

Disputado no sistema de mata-mata, o torneio teve 30 jogos e 82 gols marcados, resultando em uma média de 2,73 gols por partida.

O desenvolvimento de competições como esta mostra a importância da valorização do futebol fora do eixo Sul-Sudeste. Muitos times ficam meses sem jogar após o encerramento dos Estaduais e desclassificações precoces em torneios como a Copa do Brasil, por exemplo.

Por isso, torneios como a Copa Verde são esperança para que o futebol – orgulho para tantos brasileiros – consiga sobreviver fora dos grandes centros ajudando a desenvolver talentos até então esquecidos.

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O contra-ataque

13 jun

Confesso que a manchete de hoje no R7 sobre as acusações contra o presidente da CBF Ricardo Teixeira chamou minha atenção, mas a correria do dia não permitiu o aprofundamento no tema. Até que o Ricardo Feltrin, na Folha On Line, publicou um texto esclarecedor.

A matéria capa do portal da Record durante o dia tratava-se de uma denúncia feita pelo Domingo Espetacular – jornalistico de domingo da emissora paulista. Acusado de receber propina da FIFA, o cartola é investigado na Suíça.

Mas que motivos levariam a Record a expor o caso em seu programa de maior audiência? Seria ‘puro jornalismo’ como citou Feltrin em sua reportagem? Ou a derrota da emissora na guerra pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro estaria relacionada as denúncias?

A série “Cartolas: Jogo Sujo” que estreia nesta segunda-feira no “Jornal da Record” talvez possa trazer as respostas para as perguntas anteriores. Ou não.

A despedida de um Fenômeno

6 jun

Por Gabriel Duque

Romário foi o último jogador a ganhar uma despedida da seleção brasileira. A partida festiva aconteceu em 27 de abril de 2005, mas de forma um tanto melancólica.

Isso porque o amistoso foi disputado contra a Guatemala, uma adversária inexpressiva que não acrescentou em nada na grande carreira do Baixinho; No Pacaembu, que definitivamente não era o palco merecido pelo ex-camisa 11; e com o time canarinho formado apenas por atletas que atuam no nosso país, o que também tirou um pouco do brilho do jogo.

Agora, praticamente seis anos depois, é a vez de Ronaldo dar adeus à camisa amarelinha. O Fenômeno, dono de uma superação incrível após sofrer graves lesões no joelho, vai defender a seleção em sua derradeira partida antes de pendurar definitivamente as chuteiras.

Veja aqui lances da carreira do fenômeno.

A festa de despedida para o ex-atacante é mais do que uma obrigação, por tudo que o jogador revelado pelo Cruzeiro representa para o futebol brasileiro. No entanto, acredito que novamente a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) peca na organização do evento.

O maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 15 gols, merecia ser a estrela da noite e da festa, mas será apenas um figurante de uma partida visando a Copa América de 2011. Ficará em campo somente por 15 minutos para receber as homenagens do público presente no estádio e para ser reverenciado no intervalo.

Se a despedida de Ronaldo poderia atrapalhar a preparação para o torneio continental, que se realizasse este jogo festivo em outra data. E com os devidos craques ao lado dele em campo, pois havemos de concordar que a Romênia não tem ninguém.

Imaginem só o último jogo do Fenômeno com a seleção mesclada por jogadores que participaram da conquista do penta em 2002, no Japão e na Coreia, com Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo, Lúcio, Dida, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, e pela nova base da equipe verde-amarela, com Robinho, Neymar, Alexandre Pato, Thiago Silva, entre outros.

Como adversário do Brasil, a CBF poderia tentar trazer ao país uma seleção do mundo, com craques já aposentados que jogaram com e contra o Fenômeno e outros destaques da atualidade.

Para o gol, o espanhol Casillas, o holandês Van der Sar e o alemão Oliver Kahn seriam figuras fáceis. A constelação deveria contar ainda com Zanetti, Hierro, Cannavaro, Maldini e Nesta para a defesa; Pep Guardiola, Luís Figo, Zidane, Seedorf, Makélelé e Beckham para o meio-campo; Stoichkov, Raúl, Zamorano, Van Nistelrooy e Inzaghi para o ataque; entre outros.

Para o local da partida, o único acerto: o Pacaembu, onde Ronaldo jogou pelo Corinthians. Com falhas na organização do amistoso despedida ou não, o importante é prestar homenagem à carreira do Fenômeno.

Nesta terça, às 21h50, o público, que pagou de R$ 150 (arquibancada) a até R$ 800 (setor vip), terá a oportunidade histórica de vê-lo em campo pela última vez. E a história poderá reverenciar um ídolo.

Confira números de Ronaldo pela seleção:

– 104 jogos, com 73 vitórias, 22 empates e 9 derrotas
– 67 gols, segundo maior artilheiro da história da seleção, atrás apenas de Pelé (95 gols)

– Títulos: Copa Stanley Rous (1995); Medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta (1996); Copa América (1997 e 1999); Copa das Confederações da Fifa (1997); Copa do Mundo (1994, 2002).

* Em Copas do Mundo:
Edições disputadas: 1994, 1998, 2002 e 2006.
– 19 jogos, com 15 vitórias, 1 empate e 3 derrotas.
– Maior goleador da história das Copas com 15 gols.
Artilheiro da Copa de 2002: 8 gols.

 

Uma seleção de parceiros

25 maio

Conversando com o Gabriel Duque sobre o site da Confederação Brasileira de Futebol, resolvi conhecer a página. Quando para o meu espanto, vejo a lista dos ‘parceiros’, eufemismo para patrocinadores.

No site atual, são exatamente dez marcas, sendo que o Gabriel me contou sobre um recente contrato assinado entre a confederação e uma empresa de relógios. Ou seja, agora o selecionado de apoiadores do time canarinho já faz jus ao esporte bretão: assim como é em campo, são 11 os ‘parceiros’ da CBF.

E a lista é eclética quanto as atuações das empresas. Como nosso espaço aqui ainda não recebeu nenhum centavo para fazer propaganda gratuita não citaremos as marcas, só os ramos de mercado.

A lista começa com uma fabricante de roupas esportivas, passa por um grande banco, uma empresa de telefonia móvel, uma marca de refrigerante, uma produtora de congelados, uma multinacional de alimentos, um supermercado, uma fabricante de barbeadores, uma marca de automóveis e por fim uma empresa aérea.

Assim, vê-se que os ramos de atuação são bem ecléticos.

Vencedores e vencidos

6 maio

No dia 11 de março, este blog publicou a seguinte manchete: “Será o fim da disputa?”. O post sobre a guerra pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol dos próximos anos teve até um desdobramento com a ‘vitória‘ da Rede TV!

No entanto, nota publicada na terça-feira no site da Folha de São Paulo mostra a resposta para a questão levantada em março.

De acordo como texto, o Clube dos 13 saiu derrotado na disputa e agora já admite os contratos dos clubes com a TV Globo. Encerro este post e esta história com o ditado muito usado pela minha mãe: “Quem pode, manda; quem tem juízo, obedece”.

Cidades Olímpicas

22 fev

A realização de uma edição dos Jogos Olímpicos não faz apenas da cidade sede o local das provas. O país inteiro entra na onda e algumas localidades passam a ser sub-sedes. Em Pequim – 2008, por exemplo, as competições de vela foram realizadas na raia montada em Qingdao.

Como o Rio de Janeiro tem a Lagoa Rodrigo – provável local de disputas da modalidade em 2016 – coube ao esporte mais popular do país ir para outros lugares e levar o espírito olímpico para além da cidade maravilhosa.

Nesta terça-feira, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) confirmou que os estádios e as cidade de São Paulo (Itaquerão), Salvador (Fonte Nova), Brasília (Mané Garrincha) e Belo Horizonte (Mineirão) receberão jogos da disputa dos torneios masculino e feminino.

A CBF também informou que as finais acontecerão no ‘novo’ Maracanã, que dois anos antes terão recebido a grande decisão no Mundial de 2014, a ser realizado no país.

Polêmico 87 – a volta

21 fev

Parece que o nosso post aqui está mais atual do que nunca. Hoje, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o Flamengo como Campeão Brasileiro de 1987 e tentou por fim a polêmica que se arrasta a mais de vinte anos.

Com isso o ano de 1987 tem a partir de agora dois clubes campeões: o Sport vencedor do Módulo Amarelo e o Flamengo campeão do Módulo Verde. Guarani e Internacional são considerados igualmente vice-campeões.

Apesar do reconhecimento da entidade, a polêmica em relação a Taça de Bolinhas permanece. O São Paulo que tem a posse do troféu afirmou que não pode abrir mão do mesmo. Já o time carioca entrou na justiça em busca do caneco. Pelo visto ainda teremos alguns capítulos desta novela.

Polêmico 87

18 fev

Sempre quis fazer um post sobre o conturbado Campeonato Brasileiro de Futebol de 1987 – ano no qual eu nasci – mas, diferentes situações culminaram com o adiamento do texto.

Pois bem, no início desta semana, a Caixa Econômica Federal entregou ao São Paulo a “Taça das Bolinhas”. Criado pela entidade máxima do futebol, o troféu seria entregue ao primeiro time que sagra-se tricampeão brasileiro consecutivo ou conquistasse o pentacampeonato.

Com a volta da polêmica ao noticiário encontrei o meu gancho. O imbróglio teve início em 1987, quando a CBF não assumiu a organização do campeonato e passou o direito aos clubes envolvidos.

Unidos os fundadores do futuro “Clube dos 13” se juntaram a Coritiba, Goiás e Santa Cruz para realizar a Copa União. Após a disputa, o Flamengo bate o Internacional e conquista aquele que seria o seu quarto título brasileiro.

No entanto, a CBF após embasar a realização do certame, volta atrás e decidi criar o Módulo Amarelo com a presença de outras equipes. A entidade esperava que os dois finalistas do chamado “Módulo Verde” aceitassem jogar um quadrangular com Guarani e Sport – vencedores da competição organizada pela entidade.

Após a recusa de Flamengo e Internacional, os pernambucanos venceram a equipe de Campinas e acabou sendo reconhecida oficialmente pela CBF. Nasce então o problema da Taça das Bolinhas.

Em 2007, o São Paulo torna-se oficialmente reconhecido pela CBF pentacampeão Brasileiro (1977,1986,1991,2006 e 2007), mas o Flamengo alega ser dono da Taça de Bolinhas por ter levantado o título em 1992.

A batalha judicial segue em curso, com os cariocas reclamando o reconhecimento do título de 1987 e a consequente posse do troféu, que por enquanto orna a sala de conquistas do Tricolor Paulista.

CBF confirma unificação dos títulos brasileiros

14 dez

 

Independentemente da opinião do signatário deste blog, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) confirmou a unificação dos títulos brasileiros pré-1971. A discussão sobre o assunto pode ser melhor entendida neste post aqui.

Com o reconhecimento da Taça Brasil e do Robertão como Campeonatos Brasileiros, o Palmeiras e o Santos passam a serem considerados os clubes com mais conquistas nacionais. Agora os times paulistas contam com oito títulos cada.

São Paulo e Flamengo mantém os seis títulos, sendo que os cariocas consideram a disputa da edição de 1987. Também sem alterar a contagem Corinthians e Vasco seguem com suas quatro conquistas.

Atual campeão, o Fluminense soma mais um título e agora divide com o Internacional o posto de tricampeão brasileiro. Beneficiados com a medida, Cruzeiro, Botafogo e Bahia – agora apontado como o primeiro campeão brasileiro, em 1959 – juntam-se a Grêmio com dois títulos cada.

Atlético-MG, Atlético-PR, Coritiba, Guarani e Sport mantiveram seu único títulos conquistado na lista de campeões oficiais da CBF.