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Fátima Bernardes e publicidade nativa

20 maio

Ao relatar a palestra sobre o futuro do jornalismo com o editor-executivo da revista ProXXIma, José Saad, expliquei o conceito de publicidade nativa.

Recentemente, o programa “Encontro com Fátima” ancorado pela apresentadora Fátima Bernardes mostrou como um quadro pode se encaixar perfeitamente como exemplo.

A consultora de finanças Denise Hills participa do programa como uma convidada, sendo que o quadro é patrocinado pelo banco Itaú que tem como uma de suas bandeiras a conscientização para o uso correto do crédito.

Como o assunto é foco para discussões, dentro do programa, o bate-papo acaba se tornando natural fazendo da ação da instituição financeira um perfeito casamento entre conteúdo e publicidade.

Valores – Estima-se no mercado publicitário que a ação promocional tenha custado cerca de R$ 8 milhões para o Itaú e esta tendência pode ser ampliada para outros programas tanto da emissora quanto da concorrência.

Os dois lados da mesma versão

1 dez

O burburinho tomou conta da rede na noite de ontem após a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, adiantar a possível saída de Fátima Bernardes da bancada do “Jornal Nacional”.

Hoje, em coletiva de imprensa, a Rede Globo, não só confirmou a informação como apresentou Patrícia Poeta como a nova companheira – de bancada, logicamente – de William Bonner.

Fato consumado, o site da emissora carioca estampara como chamada uma foto das apresentadoras ao lado de Bonner com a seguinte manchete: “Fátima Bernardes comandará novo programa e Patrícia Poeta assume o JN”.

Até aí morreu Neves, mas ao consultar a página do R7 – pertencente à rival Record – é possível ler: “Globo usa Fátima Bernardes para salvar audiência das manhãs”.

Abre-se então o debate sobre as versões para um mesmo fato. A matéria do R7 traz dados do IBOPE referindo-se a queda de audiência das manhãs da Globo e o aumento da Record.

No entanto, também é nítido o uso dos portais de ambas as emissoras para obviamente defender seus interesses. No caso da Globo, há uma auto-propaganda. Já na Record um ataque. A questão ética envolvendo o uso dos sites é discutível.

Qual a sua opinião sobre as manchetes para o caso?