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Silvio Santos, SBT e o Jornalismo

15 maio

Durante as comemorações pelos 25 anos de fundação do SBT, uma carta enviada por Silvio Santos a todos os funcionários da emissora em 03 de março de 1988 foi compartilhada nas redes sociais.

Entre os 14 pontos apresentados no documento além das condições primordiais do bom jornalismo como ouvir os dois lados da história e a credibilidade a ser conquistada estão três itens que considero primordial:

O produto apresentado aos telespectadores deve ser popular. Não que seja populista ou popularesco. Ou seja, deve ser de fácil compreensão para todos “desde a patroa até a empregada”.

Na questão da linguagem, a informação deve ser simples, transparente, clara e didática.

Já outro ponto-chave da carta-mensagem é o respeito aos princípios do público, buscando não agredir os costumes e crenças da sociedade.

Como se pode ver, mesmo a carta tendo completado 25 anos está totalmente contemporânea e em sintonia com o que é esperado de uma emissora que tem seu sinal disponibilizado para todo o país.

carta principios jornalismo do SBT

O efeito Silvio Santos

19 set

Dono do SBT e principal estrela da emissora, Silvio Santos mostrou novamente sua força como o maior comunicador deste país.

Neste domingo, durante a exibição do piloto de “Um Milhão na Mesa”, o canal ficou na liderança com 12 pontos de média. Em uma situação pouco vista habitualmente, o primeiro lugar no IBOPE da Grande São Paulo foi dividida por três emissoras.

Além do SBT, a Globo exibia o reality show “Hipertensão” e a Record apresentava outro programa de confinamento “A Fazenda”.

Curinga

16 ago

Levado ao ar em 1971, no México, o programa Chaves tornou-se uma dos mais bem sucedidos exemplos do formato conhecido como “enlatados”.

Exibido, a exaustão, pelo SBT desde 1984, o programa criado e estrelado por Roberto Bolaños ganhará uma homenagem da emissora de Sílvio Santos.

E não é para menos. Atualmente, o Chaves é responsável pelas maiores audiências do canal. Como exemplo, os episódios de ontem renderam 8 pontos no IBOPE da Grande São Paulo.

Considerado uma carta na manga na programação, os episódios vão ao ar de segunda a sexta-feira às 13h45 e às 18h; aos sábados às 6h, às 13h45 e às 19h e aos domingos às 9h00.

Especial – Como parte das comemorações pelos 30 anos da emissora, artistas do canal foram convidados para fazer um ‘remake’ do episódio “Bilhetes Trocados”, onde Chaves e Chiquinha acabam se envolvendo em mais uma confusão ao trocar dois bilhetes mandados por Seu Madruga e pelo Professor Girafales.

No elenco: Carlos Alberto de Nóbrega (Professor Girafales), Christina Rocha (Dona Clotilde), Felipe Levoto(Seu Madruga),Lívia Andrade (Dona Florinda),Marlei Cevada(Chiquinha), Ratinho (Senhor Barriga), Renê Loureiro (Chaves) e Zé Américo (Kiko).

Foto: Lourival Ribeiro/SBT

Com exibição prevista para esta sexta-feira, 19, data de aniversário do SBT, o programa especial vai ao ar depois da novela Amor & Revolução, às 23h00, prometendo arrancar gargalhadas do público.

Isso que é interatividade

2 maio

Desde o advento da internet e a popularização das redes sociais, a televisão vem buscando formas de unir as duas plataformas para aumentar a participação dos telespectadores/internautas nas produções. O exemplo da Rede Globo com seus sites interativos já foi assunto em nosso espaço.

Nesta segunda-feira, 02, nota alçada na coluna Outro Canal publicada pela jornalista Keila Jimenez, na Folha de São Paulo, traz o ápice desta intersecção de mídias.

De acordo com a colunista, a novela do SBT “Amor e Revolução” terá seus finais definidos pelo público. Ou seja, não caberá ao autor Tiago Santiago a escolha derradeira para os protagonistas e sim aos telespectadores.

Ao meu ver, essa opção mostra uma mudança na relação público X conteúdo. Há algum tempo, as pessoas deixaram de ser apenas passivas na recepção das informações e passaram a definir o que é importante ou não nas programações da televisão.

A iniciativa do SBT e do autor parece inusitada, mas a ousadia nestes casos pode ser favorável ao desenvolvimento da trama e maior aceitação junto à audiência.

Para os assinantes da Folha e do UOL, clique aqui.

Para quem não tem acesso direto, abaixo a nota da coluna: 

Democrática –  O desfecho de “Amor & Revolução”, novela do SBT, será escolhido pelo público. A partir do capítulo 100, o público poderá decidir com quem os principais casais da trama devem terminar, via internet. Para isso, vários finais serão gravados.

Abaixo a censura

14 abr

Como vocês podem ter percebido venho acompanhando a novela do SBT “Amor e Revolução” desde a sua estreia no dia 05 deste mês. Com um enredo sobre a ditadura militar no Brasil, a trama vem apostando em cenas de tortura e  mostrando um lado da história recente de nosso país.

Como estou assistindo a novela e seguindo o que se comenta sobre, já havia visto o manifesto da internet idealizado por uma associação ligada aos militares, mas confesso não ter dado muita atenção.

Pois hoje à noite para minha surpresa a home da Folha de São Paulo traz uma matéria sobre o assunto. Não vou nem comentar a ideia da associação, o que não pode acontecer é em pleno século XXI alguém sonhar com censura a uma obra que mostra o que aconteceu com nossos semelhantes.

Nenhum tipo de cerceamento a liberdade é válido, por esta razão devemos ser contrários a essa ação e apoiarmos a exibição completa da obra de Tiago Santiago. Abaixo a censura.

Abertura inspirada

11 abr

Amor e Revolução, a novela do SBT sobre o período ditatorial no Brasil, tem uma ‘abertura’ inspirada. Uso o termo entre aspas, justamente pelo fato de que a vinheta vai ao ar no final do capítulo e não no início como tradicionalmente.

Ao som do clássico “Roda Viva” de Chico Buarque, na versão do grupo MPB 4, a vinheta tem pessoas desaparecendo de cenas do cotidiano, remetendo assim às milhares de pessoas que desapareceram durante a ditadura e até hoje não foram localizadas.

A abertura tende à polêmica envolvendo a possível instalação da Comissão da Verdade pelo Governo Federal. A ideia do grupo é esclarecer os casos de violação dos direitos humanos durante a ditadura, mas esta pretensão não é bem vista por setores relacionados às Forças Armadas.

Assista a abertura de Amor e Revolução.

Amor e Revolução com Twitter

8 abr

Quarta-feira foi um dia atípico no nosso espaço. No início não havia percebido, mas a nova novela do SBT “Amor e Revolução” havia sido alçada a liderança do Trending Topics e com isso acabamos conquistando vários acessos.

Talvez este post seja necessário para duas explicações: a primeira aos meus seguidores no Twitter que dificilmente não entenderam o porquê de tantas menções a trama de Tiago Santiago.

No início busquei realmente apresentar a história para assim ‘divulgar’ o folhetim. No entanto, ao ver a novela no topo da lista, acabei ‘aproveitando’ a onda e alcançando uma boa audiência com o texto de análise sobre o primeiro capítulo.

Outro ponto a ser abordado, já foi dito neste post aqui. A força do Trending Topics na divulgação de um assunto. Com a hastag #AmoreRevolução a nossa média de acessos triplicou e ainda conseguimos emplacar outro post sobre a Trilha Sonora.

Esclarecimento

6 abr

Aprendi que transparência é a base da credibilidade de qualquer profissional. Por esta razão redijo este post. Não fui contratado pelo SBT para falar sobre a nova novela Amor e Revolução.

Na verdade, desde que comecei a ler sobre a trama – no início deste ano – fiquei interessado pela história e mais ainda pelo fato da emissora de Silvio Santos voltar a investir em teledramaturgia.

Os textos aqui publicados e os twitts postados no Twitter são apenas a minha opinião. Espero ter esclarecido qualquer dúvida e vamos em frente.

No ar: Amor e Revolução

5 abr

Acabou o mistério. Terminou agora a exibição do primeiro capítulo de “Amor e Revolução”. A nova novela do SBT é a primeira trama nacional a ter como pano de fundo integralmente os anos de chumbo da ditadura militar.

Como estratégia de programação, a emissora de Silvio Santos alongou o Programa do Ratinho e só iniciou a nova atração às 22h25, no exato momento em que a Rede Globo finalizava o episódio de Insensato Coração.

Neste primeiro contato com a trama de Tiago Santiago ficou a impressão de um grande novelão. Desde a atuação do herói José Guerra, vivido por Cláudio Lins, até a mocinha de Graziela Schmitt.

Outras tramas apresentadas foram o idealismo da juventude através do Grupo de Teatro Vanguarda e o desempenho da imprensa diante da redação do Jornal “O Brasileiro”.

A trilha sonora – rica da época – é um dos pontos mais fortes da história. A escolha de Pitty para interpretar “Cálice” canção símbolo do período nas vozes de Chico Buarque e Milton Nascimento foi um destaque positivo.

Para encerrar, o depoimento marcante de Maria Amélia – Amelinha, como apresentada – deu o tom da novela. A descrição forte e pesada da tortura pautará as cenas do folhetim daqui para frente.

Com a frase “Não se consolida uma democracia com cadáveres insepultos,” Amelinha finalizou sua fala, mas pode ter aberto uma discussão no Brasil: o que aconteceu com os desaparecidos da ditadura? – retratados na vinheta da novela ao som de Roda Viva, também de Chico Buarque, mas na voz do grupo MPB 4.

Uma boa estreia, com grandes chances de emplacar no IBOPE e com condições de reabrir uma página da história brasileira até então esquecida no passado.

Não entendi?! – Tudo é relativo

4 abr

O cientista alemão Albert Einstein desenvolveu no início do século XX a teoria da relatividade, pela qual algo depende do referencial do qual está sendo medido.

Pois bem, como já havia dito antes, leio constantemente alguns colunistas sociais, também conhecidos como jornalistas de celebridades. Hoje ao acessar o R7, me deparo com uma chamada para o blog do jornalista Fabíola Reipert.

Com o título “Novela de Tiago Santiago deixa ibope do SBT em baixa”, a nota se refere ao remake de Uma Rosa com Amor, reexibida pela emissora de Silvio Santos desde a última semana.

No entanto, voltamos a relatividade do início deste post. O que mais chamou a atenção nesta história é a proximidade com a estreia da nova novela do autor Amor e Revolução, marcada para amanhã.

Sendo o blog de Fabíola um dos mais acessados do R7, o que levou a blogueira  a optar por este assunto? E mais o que levou a jornalista a dar ênfase ao autor  – que deixou a Record e foi para o SBT – no título e não ao nome da novela como seria a praxe no jornalismo?

O fato de R7 pertencer ao grupo Record, pode ser uma explicação. Afinal como diria Einstein: tudo é relativo.