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Tempo escasso

19 maio

despertadorSei que estes posts de falta de tempo vêm se tornando recorrente aqui em nosso espaço e os textos com informações estão rareando.

Mas, são várias as atividades que este blogueiro está envolvido e o tempo anda cada vez mais escasso.

Apesar da correria, reafirmo a vontade de continuar o nosso espaço de debate. Até quando for possível.

Vamos sempre em frente.

A velocidade dos séculos

15 abr

biblioteca perdida alquimistaRecentemente li dois livros do italiano Marcello Simoni – “O Mercador de Livros Malditos” e “A Biblioteca Perdida do Alquimista” – cujas tramas se passam na virada do século XII para o XIII.

Conhecido como Idade Média, este período da história da humanidade guarda grandes mistérios e muitos aspectos a serem estudados.

No entanto, o que me chamou a atenção durante a narrativa foi o grande período de tempo que uma mensagem – escrita – demorava para chegar ao seus destino final e o mesmo tempo para que houvesse uma resposta.

As próprias distâncias geográficas eram um tremendo desafio para os viajantes da época. Contando apenas com as próprias pernas ou com animais, os andarilhos levavam semanas para cruzar planícies e planaltos rumo a outras cidades.

Pensar nesta dificuldade de locomoção e comunicação me fez refletir sobre nossa sociedade atual. Hoje sistemas de mensagens, com o WhatsApp, proporcionam troca instantânea de informação. Aviões cada vez mais modernos e rápidos permitem a volta ao mundo em horas.

Claro que para tudo há um preço a ser cobrado. Atualmente nosso tempo passa e simplesmente não vemos. Nossos compromissos se acumulam e vamos vivendo sem ao menos perceber.

Não acredito que a vida no século XII tenha sido melhor que agora, mas sou favorável a uma diminuição do ritmo atual para que possamos aproveitar melhor a vida.

Tempos de escola

28 jan

lista escola alunoOntem mais de 2 milhões de estudantes voltaram às aulas em São Paulo. O calendário foi adiantado devido à realização da Copa do Mundo aqui no Brasil.

Voltando para casa, deparei-me com uma cena que me transportou para o passado, como se um portal se abrisse no tempo.

Vendo um rapaz consultando a lista para saber quem eram os seus companheiros de turma neste ano letivo, lembrei-me da ansiedade que tomava conta de todos no dia da publicação das listas.

Era uma verdadeira festa e quando a notícia que as listas haviam sido fixadas se espalhava todos corriam à porta da escola para saber quem seriam os novos alunos da classe.

Foi legal voltar no passado e relembrar esta fase da minha vida. Apesar de não sentir um pingo de saudade da época do ensino médio, foi bom ver que na vida passamos por várias fases e sempre aprendemos com elas.

Boate Kiss: um ano depois

27 jan

Aquele 27 de janeiro parecia ser mais um dia normal de plantão. Jornalistas estão acostumados a esta palavra e principalmente à rotina de encarar um final de semana para levar informação ao público.

Cheguei cedo para adiantar o trabalho e tentar ter um dia tranquilo. Assim que abri a minha caixa de e-mails vi a primeira chamada do dia: incêndio em boate no Rio Grande do Sul deixa ao menos 20 mortos.

Percebi que aquele era um assunto a ser acompanhado, mas como não tinha mais informações, fui em busca de outras notícias.

Cinco minutos depois, um novo e-mail despontou na minha caixa de entrada. A partir daquele momento fiquei estarrecido e soube então que aquele domingo não seria mais o mesmo e que o país inteiro ficaria chocado com o que acontecera.

A mensagem dizia que o número de mortos já passava de 90 e ainda havia mais corpos a serem retirados do local. Neste instante liguei o rádio e todos os jornalistas da cabeça de rede tentavam novas informações sobre o que teria acontecido naquela casa noturna bem no coração do Rio Grande.

Minha programação mudou e passei a informar sobre o que estava acontecendo e as primeiras impressões do acontecido.

O que mais me estarrecia naquele momento era o fato de eu ter ido a uma balada no final de semana anterior junto com meus amigos. Eu, com então 25 anos, via centenas de jovens perderem a vida e pensava: poderia ter acontecido com qualquer um de nós.

Saí do plantão com o número de vítimas já em 182. nos dias seguintes o incêndio na boate Kiss havia deixado 242 mortos. Muito se falou sobre as causas, muito se acusou, mas hoje, um ano depois da tragédia pouco realmente foi feito.

Pelo país inteiro, vistorias foram realizadas em diversos locais públicos, na tentativa de se evitar algo parecido.

Hoje, ficam apenas as imagens em nossas mentes e a lembrança daquele domingo que mudou a vida de tantas pessoas.

Tempo…

27 dez

Esta pequena palavra de cinco letras que dá o título para este post é o fator primordial para nós os jornalistas. Temos sempre uma data limite para entregar um texto ou um prazo final para encerrar uma tarefa.

Comecei este texto assim, pois na verdade trata-se de uma explicação e um pedido de desculpas aos leitores de nosso blog. Por inúmeros motivos pessoais – entre eles doença na família – o signatário deste espaço não conseguiu concluir a cobertura do Mundial de Clubes nem comentar sobre o feito inédito da seleção brasileira feminina de Handebol.

Mas, como este nosso espaço aqui é democrático e não está preso às amarras do tempo, os textos seguem em seguida. Vamos em frente…

Tempo…

17 out

Curiosamente neste mês de outubro o Leia e Opine comemora três anos na blogosfera. Por razões que nossa vã filosofia não explica, faz mais de duas semanas que não consigo parar e postar algo novo.

Recentemente aprendi que a economia estuda como gerenciar a escassez das necessidades humanas e suas implicações na vida dos seres humanos.

Acho que esta palavra aliada à outra explica o que vem acontecendo com este blogueiro: escassez de tempo.

Escrever para o blog é um exercício muito gratificante e por isso gostaria de compartilhar com você que lê este post que não parei com este projeto que gosto tanto.

Posso ficar um tempo sem atualizar, mas sempre que possível compartilharei minhas impressões sobre determinados assuntos, minhas andanças por aí e aquilo que julgar importante.

É a vida que segue.

O olhar que vê por nós

28 maio

cinegrafista clipartHoje ao assistir no Jornal Nacional a reportagem sobre o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira, responsável pelo registro da morte do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do antigo DOI-Codi durante a ditadura militar, lembrei-me de uma conversa durante a época da faculdade.

Na ocasião, um amigo cinegrafista me disse que nós víamos na televisão aquilo que ele e seus amigos de profissão queriam que nós víssemos.

Essa frase foi marcante em minha carreira. Realmente vemos aquilo que cinegrafistas (hoje em dia há também as câmeras de segurança, é verdade) e fotógrafos querem que vejamos.

O olhar e os ângulos são de suma importância para entendermos uma ação e mais do que isso, cabe a esses profissionais apresentarem o mundo como vemos.

Momentos

8 abr

Os amigos leitores aqui do blog tem percebido que o ritmo de atualizações do nosso espaço teve uma queda considerável nos últimos dias.

Manter um blog atualizado com frequência não é uma das tarefas mais fáceis e requer um bem precioso nos dias atuais: tempo.

Por estar estudando e passando por mudanças profissionais este blogueiro que vos escreve pede desculpas e garante que o Leia e Opine continuará firme e forte em sua missão de informar com credibilidade tudo o que julgar importante. Continue conosco.

 

Laços de sangue

24 fev

Não. Não vou falar sobre a novela portuguesa vencedora do Emmy de 2011 escrita por Pedro Lopes e com supervisão de texto de Aguinaldo Silva.

Na verdade, este post é mais um desdobramento do filme “O Filho do Outro”. Ao mencionar o tema da troca de bebês, o longa potencializa a história ao opor dois mundos tão próximos fisicamente, mas separados cultura e historicamente: Israel e Palestina.

No entanto ficou evidente no filme a difícil missão de aceitar alguém diferente da família anos após a separação mais do que isso, ficou claro a força dos laços criados ao longo da vida e não só os sanguíneos. A criação e os seus consequentes laços mostraram-se indestrutíveis.

Não é possível para quem passa por uma situação dessas voltar a ter uma vida normal, mas vale olhar o fato pelo prisma otimista e assim encontrar como positivo na história o fato de agora se ter duas famílias.

Muitas questões

5 fev

Assistir ao “Filho do Outro” no Reserva Cultural me levou a várias reflexões. Uma antiga: Por que filme tão bons não entram no grande circuito? Será o fato de não serem protagonizados por estrelas de Hollywood? Ou ainda por tratarem de um assunto complexo como a questão israelo-palestina?

O fato do longa ter quatro idiomas: francês, inglês, árabe e hebraico também pode ser uma resposta. Mas ainda fica a questão: o que leva um filme a entrar no circuito dos shoppings e outros ficarem restritos a espaços tidos como cults como o Reserva Cultural?

Quanto ao cinema acho válido aqui comentar que o valor de R$ 26 a inteira não é acessível para todas as camadas da população, mesmo se tratando de salas localizadas na Avenida Paulista.

Outro ponto incomum foi o fato de não haver pipoca no cinema. Voltado para um público diferenciado, o café do Reserva servia outras guloseimas como salgados e afins.